Saúde

Medicamentos custam mais de mil milhões de euros a hospitais públicos num semestre

06 de agosto 2024 - 12:39

Despesa de hospitais públicos com medicamentos tem aumentado paulatinamente. No primeiro semestre de 2024, os medicamentos custaram aos hospitais do Serviço Nacional de Saúde mais de 1.116 milhões de euros. Circulação de novos fármarcos, geralmente mais caros, é uma das causas.

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Medicamentos
Fotografia de Guilherme Santos/Sul21.com.br

Medicamentos comprados por hospitais públicos perfazem uma despesa de mais de 1.116 milhões de euros – só no primeiro semestre deste ano. A despesa com medicamentos tem continuado a aumentar para os hospitais do Serviço Nacional de Saúde, que gastaram mais 126,5 milhões entre janeiro e junho deste ano do que no mesmo período do ano passado.

Em 2023, a despesa total dos hospitais públicos com medicamentos foi de 1.959 milhões de euros, o valor mais alto da última década. Este ano, o primeiro semestre regista um aumento de 12,5% face ao período homólogo, sendo previsível que a despesa total de 2024 ultrapasse os 2.000 milhões de euros.

Os cuidados de saúde primários foram a área onde a despesa com medicamentos mais subiu. O aumento registado é de mais de 300%, e a despesa total até Junho deste ano foi de 15 milhões de euros. Isto segundo o relatório de monitorização do mercado de medicamentos referente ao âmbito hospitalar do Infarmed.

O número de medicamentos comsumidos nos hospitais públicos aumentou 9,3% nos primeiros seis meses, mas essa tendência não explica totalmente o aumento da despesa. Desde 2015 que os custos com medicamentos têm crescido consistentemente. Na última década, os custos quase que duplicaram.

Ana Isabel Silva
Ana Isabel Silva

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Uma das causas apontadas para o aumentos dos preços é também o aumento de novos fármacos, geralmente mais caros. Essa tendência não é apenas portuguesa, e está relacionada com o mercado internacional de medicamentos. Nos Estados Unidos da América, por exemplo, o preço de novos medicamentos aumentou cerca de 20% por ano, e quase metade dos novos medicamentos custavam acima de 150 mil dólares por ano.

Em Portugal, os preços dos medicamentos adquiridos em contexto hospitalar são alvo de negociação entre a indústria e o Infarmed.