Está aqui

Marisa quer prosseguir "caminho de compromissos exigentes" para garantir direitos

Marisa Matias encontrou-se esta quarta-feira, no Porto, com uma das amas da Segurança Social que lutaram até verem reconhecidos os seus direitos. Sobre a eleição de domingo, diz ser essencial haver condições para que as pessoas sintam segurança e confiança para irem votar.
Marisa Matias com Camila Gouveia, ama da Segurança Social até 2019. Foto de Ana Mendes.

Marisa Matias esteve esta quinta-feira com Camila Gouveia, uma das amas da Segurança Social que liderou o movimento que em 2019 permitiu reconhecer o trabalho de 277 amas e integrá-las na função pública. Camila trabalhou durante 28 anos sempre a falsos recibos verdes e reformou-se - por ter atingido o limite da idade - um mês antes de ver o seu vínculo reconhecido, recebendo portanto menos do que aquilo a que teria direito.

Marisa quis salientar este exemplo “porque a integração das amas da Segurança Social é um dos exemplos do melhor que aconteceu em Portugal nos últimos anos”. Neste caso permitiu que quem trabalhou “a vida inteira sem condições e a recibos verdes finalmente pudesse ter os seus direitos reconhecidos”.

A candidata presidencial realçou ainda o facto desta luta - que durou quase 5 anos - se ter dado no contexto da chamada geringonça, um período de “avanços e recuperações de salários", em que foi possível "garantir melhores pensões para as pessoas que trabalham a vida inteira”.

“Eu sei que quem apoia esta campanha e quer traduzir nesta candidatura o seu voto são as pessoas que sabem que nós temos condições e que podemos mesmo ter um caminho de compromissos exigentes e que permitam salvaguardar os direitos destas pessoas”, frisou Marisa.

Sobre o dia das eleições, Marisa disse esperar que as pessoas se sintam seguras e com confiança para irem exercer o seu direito de voto e esperar “que todas as medidas sejam tomadas para que isso possa acontecer” porque “o voto é uma das atividades essenciais em democracia”. 

Para a candidata presidencial “nós não podemos desvalorizar a democracia em nenhum momento” e “não é indiferente dar a voz às pessoas num período de pandemia” para que se pronunciem sobre o futuro que querem. Em relação à sua campanha, Marisa assegurou “que todas as normas de segurança estão a ser garantidas” e que estão a ir ao encontro das pessoas em “modelos e formas muito diferentes e mais limitadas”. Contudo, “isso não significa calar a voz, não significa não lhes dar visibilidade”, concluiu.

Termos relacionados Marisa 2021, Política
(...)