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Marcha pelo Clima em Madrid: “A mudança virá, quer queiram quer não”

A marcha pelo clima em Madrid juntou esta sexta-feira meio milhão de pessoas, segundo o movimento Friday for Future. Greta Thunberg voltou a acusar os líderes mundiais de estarem a trair as pessoas com a sua inação face à emergência climática.
Foto do encerramento da marcha, publicada por Greta Thunberg no Facebook

As ruas do centro de Madrid encheram-se esta sexta-feira de manifestantes pelo clima. Ouviram-se exigências aos governos reunidos na COP25 para que tomem ações concretas para travar a catástrofe climática.

Numa marcha que durou quatro horas e contou com a participação de ativistas de movimentos e partidos de vários países, incluindo uma delegação do Bloco de Esquerda com a presença de Catarina Martins e vários deputados, as atenções estiveram centradas na ativista sueca Greta Thunberg.

Quase engolida pela multidão, Greta não conseguiu fazer todo o percurso da marcha e foi aconselhada pela polícia a sair a meio do percurso. Já no final da manifestação, fez a intervenção de encerramento, com a leitura do manifesto repartida com o ator Javier Bardem e a líder indígena brasileira Sonia Guajajara.

“A mudança de que precisamos não virá das pessoas que ocupam neste momento o poder. A mudança virá das massas, das pessoas que exigem ação. Somos nós que vamos trazer a mudança”, disse Greta Thunberg aos manifestantes.

“Os líderes mundiais atuais estão a trair-nos, mas não vamos permitir que isso continue nem deixá-los passar impunes. Agora, dizemos basta! E a mudança virá, quer queiram quer não. Porque não temos outra escolha”, concluiu a jovem ativista que deu origem à greve climática estudantil e participa pela segunda vez no protesto junto a uma cimeira do clima, depois de o seu discurso na COP24 em Katowice a ter trazido para a ribalta mundial.

 

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