Manicómio: a arte contra o estigma da doença mental

17 de janeiro 2019 - 11:16

Manicómio é um projeto social que envolve artistas com doença mental. “Insubordinar”, a sua primeira exposição, estreia esta quinta-feira no Largo do Chiado em Lisboa. Pretende combater o estigma e facilitar a inclusão.

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Foto de Manicómio/Facebook

O projeto Manicómio nasceu no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa. José Azevedo e Sandro Resende fundaram a Associação de Desenvolvimento Criativo e Artístico P28 e têm dado aulas de artes plásticas a doentes do Hospital Júlio de Matos há cerca de 20 anos.

Outras iniciativas como a Rádio Aurora - Uma outra voz são parte importante da atividade desta Associação. Este programa de rádio, que começou em 2009, é atualmente transmitido em 22 estações de rádio.

Agora, com o “Manicómio”, pretendem criar “novas condições para que os artistas possam acelerar o processo criativo e a produção de Arte Bruta portuguesa, isto é, a criação desenvolvida por artistas com doenças mentais”. O objetivo é também facilitar “o caminho da inclusão, para que os artistas consigam crescer de forma comunitária e autónoma” e “ultrapassar dentro da população portuguesa todos os estigmas associados à doença mental”.

Esta associação está a editar uma coleção de livros e anuncia para breve a abertura de um espaço artístico próprio, aberto a qualquer pessoa. Entretanto, a exposição “Insubordinar” estará patente ao público no Espaço Fidelidade Chiado8 Arte Contemporânea, no Largo do Chiado, em Lisboa, todos os dias úteis das 12 às 20 horas até 8 de fevereiro. Serão expostas obras de Francisco Gromicho, Pedro Ventura e Anabela Soares.

Esta última artista, antiga paciente do Júlio de Matos, tinha já exposto as suas esculturas monstruosas no pavilhão do Centro Hospitalar juntamente com obras de Emir Kusturica.