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Mais 15 milhões para as Jornadas Mundiais da Juventude? Bloco vota contra

A falta de transparência na condução do processo e os elevados gastos sem investimento que fique para a cidade justificaram a oposição do Bloco à nova injeção de dinheiros públicos para a festa promovida pela Igreja Católica.
Carlos Moedas, D. Américo Aguiar (presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023) e o vereador do CDS Filipe Anacoreta Correia. Foto JMJ 2023

Em comunicado, a vereação bloquista na Câmara de Lisboa anunciou o voto contra o novo empréstimo da autarquia para as Jornadas Mundiais da Juventude, desta vez no valor de 15 mihões de euros.

A Câmara Municipal de Lisboa já se comprometeu com até 35 milhões de euros para o evento, "mas todo o processo está a ser conduzido sem transparência, visto que só houve uma reunião de acompanhamento há mais de seis meses e desde aí não houve mais esclarecimentos", denuncia o gabinete da vereadora Beatriz Gomes Dias.

A dimensão do montante envolvido para um evento com a duração de três dias preocupa a vereação do Bloco. São números "difíceis de explicar quando Carlos Moedas tem apenas 40 milhões para recuperar os bairros municipais nos próximos quatro anos".

"Apesar dos pedidos do Bloco de Esquerda, não ficou claro para que empreitada servem os 15 milhões de euros. O vice-presidente esclareceu que os altares e as estruturas das lojas serão outro contrato e que será a EGEAC a gastar o dinheiro no palco, nos milhares de wc, nos ecrãs gigantes. Tudo isto são estruturas usadas apenas nas Jornadas, investimento que não fica para os munícipes", prossegue o comunicado.

Desde julho do ano passado que o Bloco de Esquerda tem solicitado informação sobre as "medidas de mitigação do impacto de um milhão de visitantes para quem vive e trabalha em Lisboa", mas até agora não teve resposta por parte da autarquia liderada pela coligação de direita de Carlos Moedas.

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