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Líderes europeus dão aval ao Brexit

Através de um breve comunicado, o Conselho Europeu informou que os chefes de Estado da União Europeia deram o seu aval à saída do Reino Unido da União Europeia. Bloco pede "novo plano" para a Europa.
Agora, o parlamento britânico terá de pronunciar-se sobre o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia, assim como sobre a declaração política que irá enquadrar a relação futura entre os dois blocos após o Brexit.
Agora, o parlamento britânico terá de pronunciar-se sobre o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia, assim como sobre a declaração política que irá enquadrar a relação futura entre os dois blocos após o Brexit.

No primeiro ponto desse comunicado, pode ler-se que “O Conselho Europeu dá o seu aval ao acordo para a saída do Reino Unido, e convida a Comissão e o Parlamento Europeu a tomar as medidas necessárias para assegurar que esse acordo entra em vigor a 30 de Março de 2019, conduzindo a uma saída ordenada”.

Os governantes afirmam a sua “determinação” em manter uma “parceria tão próxima quanto possível” com o Reino Unido, ao mesmo tempo que declaram que a mesma terá de respeitar as “linhas orientadoras” que foram fixadas desde o arranque das negociações, o que inclui a integridade do mercado único europeu e união aduaneira, assim como das liberdades (de circulação de pessoas, bens, serviços e capitais) que lhes estão associadas.

Juncker, presidente da Comissão Europeia, considerou o Brexit como uma tragédia e disse aos deputados do Reino Unido que “Este é o melhor acordo possível. A União Europeia não vai mudar a sua posição em nenhuma destas matérias”. Aliás, os líderes insistiram todos na ideia de que esta é a “melhor oferta” que o governo britânico terá do lado europeu.

Já Donald Dusk, presidente do Conselho Europeu, afirma as relações de amizade entre um e o outro lado.

Agora, o parlamento britânico terá de pronunciar-se sobre o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia, assim como sobre a declaração política que irá enquadrar a relação futura entre os dois blocos após o Brexit.

Catarina Martins: “Este é o momento de um projeto para uma Europa social”

Em declarações à comunicação social, Catarina Martins afirmou que “quando olhamos para a União Europeia, percebemos que é um projeto que mostra o seu falhanço, e o Brexit mostra isso - o falhanço da expectativa popular num projeto europeu que dê melhores condições de vida.”

De acordo com a coordenadora do Bloco, “com a crise, com a austeridade, com a falta de perspetivas, os povos têm cada vez mais dúvidas, o Brexit é um sinal disso mesmo”.

“A vontade de um povo deve ser respeitada, mas é preciso responsabilidade política de tirar consequências do que o Brexit significa”, afirma.

No seu entender, existem agora três caminhos: o de “quem faz de conta que está tudo bem, como quem tem dirigido a União Europeia até hoje, e propõe constitucionalizar o tratado orçamental, ou seja, tornar a austeridade a política única da União Europeia”, o “da extrema-direita, da xenofobia, que só cria ódio” e o de quem entende a “necessidade de uma nova resposta”. “Este é o momento de um projeto para uma Europa social”, termina.

Notícia atualizada às 15h46 com declarações de Catarina Martins

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