Os juros da dívida soberana portuguesa bateram novos recordes. Os juros das obrigações do Tesouro (OT) a 2 anos subiram 57,9 pontos base e a 3 anos subiram 75 pontos para 12,844%. Para as OT a 5 anos os juros subiram 29,1 pontos para 12,228% e a 10 anos aumentaram 20,7 pontos para 10,641%.
Igualmente a subir estão os CDS ("credit default swaps"), espécie de seguro quanto ao risco de incumprimento. Segundo a CMA DataVision, citada por Jorge Nascimento Rodrigues no site do “Expresso”, o risco de incumprimento subiu para 47,4% em relação a Portugal, para 46,% em relação à Irlanda, para 73% em relação à Grécia e para 22% em relação à Espanha.
As crescentes divergências entre o Banco Central Europeu, a Alemanha e as outras entidades europeias sobre a reestruturação da dívida grega estão a impulsionar este aumento do risco das dívidas soberanas. A Alemanha e o Eurogrupo têm vindo recentemente a defender a reestruturação da dívida grega, com o Governo alemão a defender o envolvimento dos investidores privados nesse processo. Pelo contrário, o Banco Central Europeu continua a opor-se à reestruturação da dívida e o seu presidente, Jean-Claude Trichet, voltou a exigir nesta segunda feira regras orçamentais mais duras e maiores penalizações para os “países incumpridores do euro”.