Está aqui

José Soeiro reuniu com trabalhadores do Bingo do Boavista

Os trabalhadores do Bingo do Boavista estão sem salário desde o início do ano. O deputado José Soeiro considera esta situação “insustentável” e comprometeu-se a levar o assunto à Assembleia da República.
José Soeiro reuniu com trabalhadores do Bingo do Boavista. Fotografia: esquerda.net

O Bingo do Boavista, situado na avenida com o mesmo nome, no Porto, está concessionada à Pefaco Portugal. São mais de 60 os trabalhadores desta sala de jogo que se encontram com seis meses de salários em atraso, além de estar também em falta o pagamento de metade do subsídio de natal de 2020. Após diversos protestos, os salários continuam por pagar, o que levou a maioria dos trabalhadores a suspender o contrato individual de trabalho, estando agora a receber o subsídio de desemprego.

Em declarações ao esquerda.net, o deputado do Bloco de Esquerda referiu que o partido vai questionar o Ministério do Trabalho “para saber se a Autoridade para as Condições do Trabalho está a acompanhar o assunto” e também para aferir se a “Direção Geral do Emprego e das Relações do Trabalho já chamou os intervenientes neste processo”.

“Queremos também saber porque é que a estes trabalhadores não foi aplicado o lay-off. Imaginemos que seja porque a empresa acumulou dividas à segurança social tal como acumulou ao fisco  e ao senhorio”.

Devido à pandemia de covid-19, as salas de jogo estiveram encerradas, tendo sido autorizada a reabertura a 1 de maio. No entanto, a Pefaco “mantém o bingo sem funcionar”, refere José Soeiro.

“Parece-nos que esta empresa não tem nenhumas condições para continuar com esta concessão” porque “a única coisa que tem feito é extrair dinheiro daquele negócio e acumular dívidas”, refere o deputado, considerando que “provavelmente a melhor solução seria a Secretaria de Estado do Turismo nomear uma comissão de gestão, garantir a continuidade do Bingo, encontrar um novo concessionário ou fazer com que o Boavista retomasse a exploração, mantendo os postos de trabalho, retomando a atividade e obrigando a empresa a pagar os salários que tem em falta”.

Refira-se que em 2016 a empresa ganhou a concessão de exploração de cinco casas de bingo, situadas na Nazaré, Odivelas, Porto, Olhão e Coimbra, tendo continuado a expandir-se nos anos seguintes. Em apenas três anos, as dívidas desta empresa ao Estado ultrapassavam os 4,9 milhões, tal como noticiado pelo jornal Público. Devido às dívidas para com o Estado português, a Pefaco não pode recorrer aos apoios públicos. 

Termos relacionados Política
(...)