Itália: sismo causa 6 mortes e obriga a retirada de 3 mil pessoas

21 de maio 2012 - 12:06

Este domingo, cerca de 3 mil pessoas foram retiradas das suas casas na região de Emilia-Romana, nordeste de Itália, onde um sismo de magnitude 6,0 causou pelo menos seis mortes, anunciou a Proteção Civil. Património cultural e arquitetónico sofreu danos irreparáveis.

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O sismo provocou o desmoronamento completo de alguns edifícios históricos na região de Emilia-Romana, alguns património da humanidade. Foto Paolo Salmoirago/EPA/LUSA

A região de Emilia-Romana, nordeste de Itália, foi abalada por um sismo de magnitude 6,0, este domingo de madrugada, que causou pelo menos seis mortes, anunciou a Proteção Civil. Cerca de 3 mil pessoas foram retiradas das suas casas

O sismo atingiu o nordeste de Itália e foi sentido nas cidades de Bolonha, Modena, Ferrara, Rovigo, Verona e Mantua.



A maioria das evacuações ocorreu na região de Modena, onde 500 pessoas tiveram de abandonar as suas casas, na zona de Ferrara. As autoridades também tiveram de retirar 500 detidos da prisão de Ferrara.



Um novo abalo, de forte intensidade, atingiu cerca das 15h (hora local, menos uma hora em Portugal) o centro de Sant'Agostino de Ferrara, causando o colapso de outra parte do edifício da câmara municipal, já bastante danificado pelos tremores de terra anteriores.



O sismo de magnitude 6,0 na escala de Richter, que ocorreu às 4h04 (hora local), causou a morte de pelo menos seis pessoas e 50 feridos, além de vários danos materiais, nomeadamente em edifícios históricos.



O abalo teve epicentro a 36 quilómetros de Bolonha, capital da região de Emilia-Romana. Uma hora depois, foi sentida uma réplica violenta, de magnitude 4,9.



O presidente da Comissão Europeia já disse que será disponibilizada qualquer ajuda que as autoridades da Proteção Civil italiana necessitem para socorrer as vítimas destes terramotos que afetaram a região de Emilia Romagna.

Património cultural e arquitetónico sofreu danos irreparáveis



Muito do riquíssimo património cultural e arquitetónico do Norte de Itália, atingido pelo sismo da madrugada de domingo, sofreu "danos significativos", com especial incidência nas cidades em volta de Ferrara, noticiou o Ministério da Cultura italiano.



No centro histórico daquela cidade, património mundial classificado pela Unesco, cornijas do Castelo dos Este, construído a partir de 1385, jaziam na praça de Savonarole. Numa das ruas nas proximidades do famoso jardim Finzi Contini, uma das alas da Bolsa do Comércio, palácio que data do século XVIII, está em escombros, e o teto da Catedral de Mirandola desabou. As igrejas de São Carlos e de Santa Maria in Vado registam também danos.



Na mesma cidade, o oratório de San Carlo, do século VI, que acabara de ser restaurado, ficou totalmente destruído e as estátuas de anjos da abside deixadas a céu aberto após o teto ter abatido. "Trabalhávamos no restauro da igreja há oito anos. Agora já não há nada a fazer", lamentou o arquiteto Claudio Fabbri.



Muitas igrejas de toda a região, de Modena a Ferrara, apresentam rachas nas paredes, senão mesmo as fachadas em ruínas e os tetos desabados, como é o caso da famosa igreja da vila de San Felice sul Panaro, onde também o hotel, igualmente um edifício histórico, ficou danificado. O castelo local, famosa atração do século XIV, sofreu importantes danos, incluindo na torre principal, que agora ameaça ruir. A torre do sino de Finale Emilia caiu, esmagando os carros estacionados em volta, e partes do castelo daquela cidade foram igualmente abaixo no abalo. Perto de Bolonha, a parte superior de uma das torres do castelo de Galeazza ruiu.