Além disso, entre 2009 e 2011, segundo um estudo elaborado pelo observatório Trendeo e publicado pelo citado jornal, mais 1170 empresas anunciaram despedimentos. “No final, entre os postos de trabalho criados e os suprimidos mais de cem mil empregos industriais foram perdidos nos três últimos anos”, anuncia o Les Echos.
Entre instalações criadas e desaparecidas, salienta o estudo, o balanço é de menos 385 empresas industriais existentes atualmente em comparação com o início de 2009. “O ano de 2012 anuncia-se difícil”, acrescenta o estudo, porque “a retoma de projetos verificada no início de 2010 foi interrompida há vários meses”. O observatório Trendeo considera que a crise de 2008-2009 “acelerou de forma violenta a destruição do tecido industrial francês” que se vem registando desde o choque petrolífero de 1973.
O estudo revela que os sectores automóvel, farmacêutico, alta tecnologia, química e metalurgia sofreram verdadeiras “sangrias”. Continuam criadores líquidos de emprego os sectores da aeronáutica, agro-alimentar e do luxo.
Texto publicado no site do be internacional