Guillermo Fariñas está em estado crítico

05 de julho 2010 - 16:09

A greve de fome do dissidente cubano visa a libertação de 26 dissidentes doentes. A notícia também foi divulgada no diário oficial do governo cubano, o Granma.

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El periodista disidente cubano Guillermo Fariñas, durante su huelga de hambre de 2010 - Foto de 20 minutos

Com alimentação intravenosa desde 11 de Março, o jornalista cubano Guillermo Fariñas corre risco de vida. A situação passou a ser vista como particularmente alarmante quando o próprio veículo oficial de comunicação do governo de Cuba, o diário Granma, veiculou a informação. Segundo os familiares do preso, esta é uma tentativa do governo proteger sua imagem diante da eventual morte de Fariña.

A greve de fome de Fariña dura mais de 130 dias e tem como objectivo conseguir a libertação de 26 dissidentes doentes que estão presos. Devido à pressão internacional um dissidente paraplégico já foi libertado e outros 12 presos transferidos para prisões mais perto das suas casas. Fariñas entretanto terá afirmado que apenas suspenderá a greve de fome depois da libertação de 10 a 12 prisioneiros políticos.

O ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros chega nesta segunda-feira a Cuba, para tentar participar nos esforços de mediação da Igreja Católica na libertação dos presos políticos, e encontrar uma solução para a situação de Fariñas. A Espanha já ofereceu tratamento a Fariñas em solo espanhol, que foi prontamente recusado pelo mesmo: "Há momentos na História em que tem de haver mártires", declarou numa entrevista recente ao diário espanhol El País.

O artigo do Granma é uma entrevista ao chefe dos Serviços de Terapia Intensiva do Hospital Universitário Arnaldo Milián Castro, de Santa Clara, onde está internado Guillermo Fariñas. Sem indicar os motivos o jornal afirma apenas que Fariñas está em risco de morte devido a um “ayuno voluntario” (o El Pais, outro jornal de referência em língua espanhola, utiliza o termo “huelga de hambre”).

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