Na véspera da votação do Orçamento do Estado para 2015, os revisores e os trabalhadores das bilheteiras da CP - Comboios de Portugal promovem uma greve contra as medidas de austeridade impostas pelo executivo PSD/CDS-PP, entre as quais o congelamento dos salários.
A paralisação, convocada pela Associação Sindical das Chefias Intermédias de Exploração ferroviária (ASCEF) e o Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) conta com uma adesão massiva.
Segundo o Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), nos comboios Urbanos e Regionais praticamente só estão a ser garantidos os serviços mínimos fixados pelo tribunal – 25%. Já no que respeita ao Alfa e Intercidades, só não se registam supressões porque os serviços estão a ser asseguradas “por pessoal não afeto ao serviço de revisão”.
"Esta é uma greve inédita e é vergonhoso o que a empresa está a fazer ao substituir os revisores por pessoal que não executa há muito estas tarefas", lamentou Luís Bravo, dirigente do SFRCI.
Já António Lemos, do mesmo sindicato, acusou a CP de, ao contrário do que aconteceu anteriormente, não ter bloqueado a venda de bilhetes nos comboios de longo curso, gerando uma "situação lamentável" para os passageiros que adquiriram bilhetes.
"A CP bloqueava a venda, coisa que não fez e o primeiro comboio do Porto para Faro foi suprimido, mas os passageiros ficaram ao abandono, sendo uma situação bastante lamentável. A ganância por parte da CP foi superior a tudo e a todos, foi uma falta de consideração total para com os trabalhadores", salientou.
A greve dos revisores e os trabalhadores das bilheteiras da CP, começou às zero horas e prolonga-se até as 24 horas desta segunda-feira, o que deverá resultar em perturbações na circulação também na manhã de terça-feira.