A greve dos trabalhadores não docentes levou esta sexta-feira ao encerramento de centenas de escolas em todo o país, mais de uma dezena em Lisboa. Segundo a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, a grande maioria das escolas do distrito do Porto estão fechadas.
A Federação anunciou também que alguns concelhos têm todas as escolas fechadas devido à greve, como os concelhos de Santarém, Azambuja e Entroncamento.
Segundo a sindicalista Lurdes Ribeiro, ouvida pela Lusa, "os trabalhadores estão a aderir em massa, até porque se identificam por completo com as reivindicações, essencialmente com a que se relaciona com a falta de pessoal. Faltam cerca de seis mil trabalhadores a nível nacional".
Os trabalhadores exigem a abertura de concursos para integrar funcionários que se encontram a exercer funções com caráter permanente e reclamam a valorização da carreira e da tabela salarial.
Os sindicatos denunciam também que são recrutados funcionários sem experiência de trabalho com crianças a 3,20 euros à hora, estando o setor a ser suportado por "milhares de trabalhadores precários".
Os representantes dos trabalhadores equacionam novas formas de luta, que poderão passar por outra greve, uma grande manifestação ou outras iniciativas.