Greve do metro paralisa Madrid

29 de junho 2010 - 15:58

O caos no trânsito da capital espanhola repete-se nesta Quarta feira, após o plenário que juntou 4000 trabalhadores ter decidido prolongar a greve e não cumprir os serviços mínimos.

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Ao segundo dia de greve, o metro parou por completo e mais 2 milhões tentaram viajar à superfície. Foto Roberto Garcia/Flickr

Este será o terceiro dia duma greve que começou na segunda-feira, cumprindo os 50% de serviços mínimos impostos pelo governo regional e não provocando grandes dificuldades no tráfego. Mas ao fim do dia, o plenário que juntou 4000 trabalhadores decidiu não respeitar os serviços mínimos esta terça-feira. Por seu lado, o governo madrileno optou por não abrir as estações ao ver que os piquetes impediam a saída das composições de metro.  



Os líderes das centrais sindicais Comisiones Obreras e UGT disseram que a greve foi "um êxito" e que prosseguirá a luta contra os cortes salariais de 5% decididos pelo governo regional, contrariando o acordo de empresa negociado entre governo e sindicatos.



Assim, tudo indica que esta quarta-feira dois milhões de madrilenos voltarão a ficar sem metro para se deslocarem na cidade. A última greve do metro sem cumprir serviços mínimos realizou-se há 19 anos e saldou-se por algumas centenas de processos disciplinares a trabalhadores. Desta vez, o responsável pelos transportes do governo regional anunciou a abertura de processos a todos os que não cumprem serviços mínimos. E a presidente do governo de Madrid, Esperanza Aguirre, chamou-lhes "chantagistas" e diz que o governo não volta a negociar enquanto a greve prosseguir.

 

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