A Confederação de Trabalhadores de Grécia, que tem 1,5 milhões de filiados, convocou para esta quinta-feira uma greve que abrange os trabalhadores das empresas públicas que serão privatizadas até 2015. Os transportes públicos, hospitais, bancos e portos foram afectados por esta paralisação.
Num momento em que a taxa de desemprego já ascende a mais de 16%, e que são exigidas novas medidas de austeridade em contrapartida pelo novo empréstimo de 45 mil milhões de euros por parte dos governos europeus e do FMI, os cidadãos gregos não abandonam os protestos.
Para o dia 15 de Junho já está agendada uma nova greve geral, a terceira deste ano e a 15.ª desde que a Grécia pôs em prática o seu programa de austeridade.
A Praça da Constituição em Atenas continua a ser, entretanto, palco de protestos.
Os atenienses continuam a marcar presença diária neste espaço, onde, há semelhança do que tem acontecido em Lisboa, tendo sido promovidaa a realização de Assembleias Populares.
No passado domingo, cerca de 500 mil pessoas ocuparam a Praça da Constituição, naquela que foi uma das concentrações mais expressivas dos últimos 20 anos.
Nesse mesmo dia, em Assembleia Popular, os atenienses aprovaram uma resolução que pedia o bloqueio do Parlamento a partir de 14 de Junho e apelava a uma greve geral.
Os gregos prometem continuar os protestos até que aqueles que os obrigaram a ir para a Praça “se vão embora”: os governos, a troika (UE, BCE e FMI), os bancos, os acordos do FMI e todos que os exploram.