A poupança de 630 milhões em apoios sociais face ao valor orçamentado no Orçamento do Estado para 2010, anunciada pelo próprio ministro das finanças, Teixeira dos Santos, na passada quinta-feira, após reunião do Conselho de Ministros, foi possível mediante o corte na despesa com formação profissional, menos 408 milhões, da poupança com acção social, menos 120 milhões, e com o subsídio de desemprego e apoio ao emprego, menos 42 milhões.
Apesar da crise económica e social que o país atravessa, e do consequente aumento do número de pessoas com sérias dificuldades financeiras, o crescimento da despesa corrente da Segurança Social registou o maior abrandamento desde 2007.
Não obstante todas as previsões apontarem para um agudização da recessão económica, para o aumento do número de desempregados e para a deterioração das condições de vida dos mais fragilizados, na proposta de Orçamento do Estado para 2011, é prevista uma diminuição do orçamento da Segurança Social face ao valor de 2010. A diferença é de 984,4 milhões de euros. A acção social sofre num corte de 5,5%, o rendimento social de 20%, o abono de família de 22,6% e as prestações de desemprego de 6,9%.