As mudanças na legislação laboral espanhola serão aprovadas sem o acordo com os parceiros sociais e sem o apoio declarado das demais bancadas parlamentares. O Partido Socialista Obrero Español (PSOE) avança sozinho com a facilitação dos despedimentos por motivos económicos, técnicos, organizativos ou de produção, com indemnizações de 20 dias por cada ano de trabalho. Os contratos fixos podem ser interrompidos com apenas 15 dias de pré-aviso e a indemnização em 33 dias por ano trabalhado para o caso de contratos de “fomento da criação de emprego”.
Em declaração aos jornalistas, o ministro do trabalho espanhol afirmou que o objectivo do governo é melhorar a produtividade, dar mais estabilidade ao emprego e dar mais flexibilidade às empresas, reconhecendo que reforma laboral é substancial “com um conteúdo muito amplo e que é das mais importante feitas no nosso país nos últimos anos".
As centrais sindicais CCOO e UGT já aprovaram a realização de uma greve geral, em protesto contra a reforma laboral e do sistema de pensões do governo de Zapatero para o dia 29 de Setembro, coincidente com uma iniciativa sindical europeia contra os planos de austeridade da UE.