Michael Meister, deputado e porta-voz do partido de Angela Merkel (CDU) para as finanças, declarou numa entrevista à agência Bloomberg que “Portugal não está a fazer o suficiente para evitar o destino da Grécia”.
Por sua vez, um director do Comissariado Europeu dos Assuntos Económicos e Monetários,o alemão Juergen Kroeger, disse que “com Portugal, há um problema económico real: é preciso melhorar a competitividade e é absolutamente necessário fazer concessões nos salários”.
Já o comissário dos Assuntos Económicos Europeus, Olli Rehn, afirmou que Portugal tem que cumprir rigorosamente o plano de austeridade até 2013 e fazer “reformas estruturais”.
Os três políticos fizeram estas declarações em dois dias sucessivos, na segunda feira e na terça, desta semana, sendo unânimes no apoio aos planos de cortes orçamentais seguidos pelo governo Sócrates, mas pressionando para mais medidas.
Meister diz que Portugal tem de fazer mais para pôr a economia a crescer, dando como exemplo a política seguida pelo governo alemão: cortes orçamentais e limitações nos aumentos salariais. O porta-voz da CDU para as finanças salienta ainda, eufemisticamente, que a Grécia só pôde aceder ao “plano de auxílio” aceitando cortes “que não são necessariamente agradáveis”.