Função Pública em greve nacional dia 8 de novembro

16 de outubro 2013 - 12:21

A Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, que representam os trabalhadores mais prejudicados pelo Orçamento de Estado, convocaram uma greve nacional para 8 de novembro.

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Sindicatos respondem com greve nacional na Função Pública. Foto Paulete Matos.

Vai subir de tom a contestação às medidas previstas no Orçamento de Estado, que atingem sobretudo a Função Pública e retiram salário a mais de meio milhão destes trabalhadores. Esta quarta-feira, a Frente Comum e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado anunciaram  "uma mobilização extraordinária de resistência", nas palavras de Ana Avoila em conferência de imprensa.

A líder da Frente Comum lembrou que apesar dos funcionários públicos terem sido os escolhidos para arcar com boa parte dos cortes no Orçamento, vendo os seus salários cortados a partir dos 600 euros, "toda a gente sabe que a seguir vêm os trabalhadores do privado".

Os cortes salariais previstos no Orçamento variam entre 2,5% e 12% e segundo uma simulação da consultora PricewaterhouseCoopers, citada pela agência Lusa, quem ganha um salário bruto de 1500 euros irá receber apenas 1059,76 euros líquidos em 2014, ou seja, menos 86 euros do que em 2013, faltando depois descontar as retenções de IRS e as contribuições para a Segurança Social. Os salários brutos de 1250 euros, que também escapavam aos cortes do ano passado, irão perder 55 euros. E mesmo os salários que já sofriam cortes, como o de 2500 euros brutos, é penalizado mensalmente em mais 54,6 euros de acordo com esta simulação. Nas contas reais, há que somar ao valor dos cortes outras penalizações do Orçamento, como o congelamento dos escalões e das deduções do IRS, que não verão os seus valores atualizados com a inflação, agravando ainda mais o imposto a pagar.