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O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou na madrugada desta segunda-feira que forças especiais dos Estados Unidos mataram, no Paquistão, Osama Bin Laden.
"Nesta noite, posso relatar ao povo americano e ao mundo que os Estados Unidos conduziram uma operação que matou Osama Bin Laden, o líder da Al-Qaeda, e um terrorista que é responsável pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças inocentes", disse o presidente americano, num discurso transmitido da Casa Branca, e acrescentou: "Justiça foi feita".
Bin Laden estava no primeiro lugar da lista de inimigos mais procurados pelos Estados Unidos, que tentavam capturá-lo desde 2001.
Centenas de americanos com bandeiras nacionais reuniram-se em frente à Casa Branca para comemorar a notícia.
Presidente paquistanês só soube depois
Obama disse que telefonou ao presidente Asif Ali Zardari, do Paquistão, depois da operação, que durou 40 minutos. A pequena fortaleza onde Bin Laden se encontrava estava situada na cidade de Abbottabad, onde se localizam também uma academia militar paquistanesa e três regimentos que albergam milhares de militares.
Fontes da Casa Branca disseram que a operação, que estava a ser preparada há meses, foi tão secreta que apenas um pequeno círculo dentro do governo americano tinha conhecimento do que estava a acontecer.
Segundo a Associated Press, que cita uma fonte da administração norte-americana, o corpo de Osama Bin Laden foi atirado ao mar. O governo norte-americano decidiu fazê-lo porque não seria possível enterrar o líder da Al-Qaeda num prazo de 24 horas, como exigem as tradições islâmicas. Além disso, a Casa Branca justificou-se afirmando que não seria possível encontrar em tempo útil um país disposto a aceitar o corpo.