Falha informática impede candidaturas às bolsas de estudo

01 de outubro 2014 - 18:04

Muitos estudantes do Ensino Superior ficaram impossibilitados de submeter a sua candidatura à bolsa de estudo, por causa do bloqueio da plataforma informática do Ministério da Educação. O Bloco defende o alargamento do prazo para candidaturas.

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Depois das dificuldades nas inscrições online nas Bolsas de Contratação de professores, foi a vez dos bolseiros do Superior serem rejeitados pela plataforma informática de Nuno Crato. Foto Miguel A. Lopes/Lusa

Os estudantes candidatos a bolsas foram confrontados nas últimas semanas com mais um exemplo de inoperacionalidade das plataformas informáticas da administração pública. Desta vez a gestão pertence à  Direção Geral de Ensino Superior (DGES), que deu até esta terça-feira para os estudantes apresentarem os processos de candidatura. A operação implica o envio de vários elementos relativos ao próprio estudante e ao seu agregado familiar, obrigando-o a recolher informação junto das Finanças, Segurança Social, Conservatória e dos bancos de todos os titulares do agregado.

O Bloco quer saber as razões para a falta de preparação da plataforma da DGES em dar resposta ao fluxo de candidaturas. "Pode o governo garantir que todas as candidaturas foram rececionadas e guardadas em condições?", perguntou Luís Fazenda, defendendo também que seja permitida aos estudantes prejudicados a entrega das suas candidaturas além do prazo que expirou a 30 de setembro.

Mas segundo os relatos publicados na imprensa e que o esquerda.net também recolheu, o périplo pelos diferentes serviços para obter certidões acabou por ser o menos penoso para os candidatos. No momento de submeter os ficheiros online, muitas vezes o sistema anunciava estar indisponível ou simplesmente não aceitava os documentos. Uma operação que devia simplificar a vida ao cidadão tornou-se num calvário de horas de espera para obter resposta do servidor que aloja esta plataforma, sobretudo nos últimos dias do prazo de candidaturas, quando a procura é naturalmente maior.

O deputado bloquista Luís Fazenda questionou Nuno Crato sobre a origem da situação sofrida pelos estudantes, que dependem deste apoio do Estado para prosseguir os seus estudos e fazer face às despesas que implica a frequência de um curso superior. O Bloco quer saber as razões para a falta de preparação da plataforma da DGES em dar resposta ao fluxo de candidaturas. "Pode o governo garantir que todas as candidaturas foram rececionadas e guardadas em condições?", perguntou Luís Fazenda, defendendo também que seja permitida aos estudantes prejudicados a entrega das suas candidaturas além do prazo que expirou a 30 de setembro.