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“A extrema-direita alimenta-se do ódio”

Na concentração antifascista contra a vinda de Marine Le Pen a Portugal, que teve lugar hoje em Lisboa, a deputada bloquista Beatriz Gomes Dias defendeu o combate ao discurso de ódio e de divisão social.
Centenas de pessoas participaram na concentração antifascista realizada este domingo no Largo Camões em Lisboa – Foto de Ana Mendes
Centenas de pessoas participaram na concentração antifascista realizada este domingo no Largo Camões em Lisboa – Foto de Ana Mendes

Centenas de pessoas concentraram-se na manhã deste domingo, 10 de janeiro, no Largo Camões em Lisboa, para protestar contra a vinda da líder da extrema-direita francesa Marine Le Pen a Portugal, para apoiar André Ventura. Uma faixa com o lema “Combater o fascismo na rua” destacava-se no Largo Camões.

Na ação antifascista intervieram diversas pessoas, nomeadamente Manuel Grilo, vereador bloquista na Câmara de Lisboa, e a deputada Beatriz Gomes Dias.

“A extrema-direita é um perigo para a democracia e para a Liberdade”, afirmou Beatriz Gomes Dias, que sublinhou que “a extrema-direita alimenta-se do ódio e dos preconceitos que existem na sociedade portuguesa. E, instrumentaliza esses preconceitos para ampliar a sua base de apoio”.

“Hoje temos de estar muito atentos ao discurso de ódio, ao discurso que procura dividir a sociedade portuguesa, que se alimenta da estigmatização de comunidades vulneráveis”, frisou a deputada.

O vereador Manuel Grilo afirmou, na sua intervenção, que os migrantes são “benvindos a Portugal como os portugueses também foram benvindos em França quando para lá foram trabalhar”.


Fotogaleria Concentração antifascista em Lisboa

À agência Lusa, Danilo Moreira, da Rede Unitária Antifascista, afirmou a sua indignação com a presença de Le Pen e salientou que não se pode ficar em silêncio. “Achamos inadmissíveis os discursos de ódio perpetuados de André Ventura e pelo próprio partido de Le Pen”, frisou Danilo Moreira, lembrando que “os direitos humanos de todos estão postos em casa”.

“Impedir a normalização dos discursos populistas e fascistas que se aproveitam das desigualdades e do preconceito para enganar milhares de pessoas, virando trabalhadores contra trabalhadores”, foi outro dos motivos do protesto, onde a frase mais ouvida foi “Fascismo nunca mais. Não passarão”, destaca ainda a Lusa.

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