O governo dos Estados Unidos anunciou esta semana que vai processar o Deutsche Bank, por fraude no pagamento de impostos ocorrida há 14 anos. A ação pede que ao banco devolva 190 milhões de dólares.
De acordo com a agência Reuters, o banco, com sede em Frankfurt, teria usado empresas de fachada “insolventes” para movimentar dinheiro e evitar a cobrança de impostos num valor potencial de 51 milhões de dólares. Os 190 milhões cobrados pela autoridade financeira envolvem multas e juros.
Uma porta-voz do banco disse que a instituição vai “defender-se vigorosamente das acusações”, e que o problema foi tratado num acordo feito com a Receita Federal dos EUA em 2009.
Segundo ela, o governo tinha abandonado a teoria de que o Deutsche Bank teria que pagar os impostos sonegados.
Feroz defensor da política de austeridade
O Deustche Bank já foi multado, juntamente com outros grandes bancos, por manipulação da Libor (ver artigo no esquerda.net: Os grandes bancos e a manipulação das taxas de juro). Em 2009, foi acusado de fraude por três ex-funcionários (ver no esquerda.net: Bancos contra povos: Descida ao mundo viciado dos bancos).
O seu presidente, Juergen Fitschen, é um feroz defensou da austeridade, fazendo muitas vezes as declarações mais contundentes contra a Europa do Sul (ver no esquerda.net: Governo de Merkel quer mais austeridade na Europa do Sul). Sendo muito próximo do governo de Angela Merkel e do ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, o presidente do Deutsche Bank substitui e/ou amplifica muitas vezes as declarações do executivo alemão.
Em dezembro de 2013, o Deutsche Bank adquiriu cerca de 2% dos CTT.
Artigo com notícia de Opera Mundi