O movimento a pedir ação governamental contra a violência causada por armas de fogo tem subido de tom nas últimas semanas, por iniciativa dos estudantes da escola Marjory Stoneman Douglas, no estado norte-americano da Florida, onde um jovem atirador matou 17 pessoas em fevereiro.
Em Washington, a manifestação foi gigantesca e teve apenas jovens estudantes como protagonistas em palco. “Aos líderes, céticos e cínicos que nos mandaram sentar, calar e esperar pela nossa vez: sejam bem-vindos à nossa revolução”, afirmou a estudante Cameron Kasky, citada pelo Washington Post. “Representem o povo ou vão -se embora. Defendam-nos ou então preparem-se. Os eleitores estão a chegar”, prosseguiu.
Outra intervenção coube a Yolanda Renee King, neta de Martin Luther King. Citando a célebre frase do histórico discurso do seu avô pelas liberdades civis e contra o racismo, Yolanda afirmou: ““O meu avô tinha o sonho de que os seus filhos não seriam julgados pela cor da sua pele mas pelo seu carácter. Eu tenho o sonho de que já basta e que este deve ser um mundo livre de armas. Ponto final!”.
Martin Luther King Jr.'s granddaughter, Yolanda Renee King, speaks at the #MarchforOurLives in Washington, D.C.: "I have a dream that enough is enough." https://t.co/rUFANYwUck pic.twitter.com/2AU34raEQ0
— ABC News Politics (@ABCPolitics) 24 de março de 2018
Pelo palco desta “Marcha pelas nossas vidas” passaram outros jovens, testemunhas e familiares de vítimas de massacres e tiroteios em escolas norte-americanas. Para além das quase 200 vítimas mortais desde 1999, calcula-se em 187 mil o número de estudantes inscritos nas escolas ou universidades alvo de ataques com armas de fogo desde essa data, quando aconteceu o massacre de Columbine, no Colorado.
A par de Washington, foram organizados centenas de protestos idênticos em cidades nos EUA e em todo o mundo, destacando-se a participação massiva em Los Angeles e Nova Iorque, onde muitos milhares de pessoas encheram vinte quarteirões em volta da Trump Tower.
Apesar dos apelos ao controlo das armas de fogo não serem correspondidos na Casa Branca, a porta-voz Lindsay Walters elogiou “os corajosos jovens que exerceram hoje os seus direitos da Primeira Emenda”. Donald Trump passou o dia no seu clube de golfe em Mar-a-Lago, a poucos quilómetros da escola de Parkland e na véspera assinou uma lei orçamental que inclui mais regras de verificação de cadastro dos compradores de armas.
Veja aqui algumas imagens do protesto publicadas nas redes sociais:
The voice of our youth will be heard #MarchForOurLives pic.twitter.com/L8RUBiU6eU
— Robert Griffin III (@RGIII) March 24, 2018
Their lives are worth more than your guns. The crowd in #SanFrancisco is ready to end gun violence. #MarchForOurLives pic.twitter.com/Pj0b4XCcG0
— Jen Siebel Newsom (@JenSiebelNewsom) March 24, 2018
Inspiring photos from the #MarchForOurLives in DC.
This is the power of youth.@tkocreative pic.twitter.com/C4uQQlv7rR
— Women's March (@womensmarch) March 24, 2018
Thousands more joined #MarchForOurLives rallies in Boston, Louisville, Kansas City and Boise. pic.twitter.com/bQSedIEAAR
— David Beard (@dabeard) March 24, 2018
Photos of kids' protest signs at #MarchForOurLives: https://t.co/x0NKocFmKb pic.twitter.com/M39gexJnRa
— VICE (@VICE) March 24, 2018
Hello Phoenix, Chicago, St. Louis and St. Paul! #MarchForOurLives pic.twitter.com/Ig6c2tENpd
— David Beard (@dabeard) March 24, 2018
An estimated 800,000 people attended the #MarchForOurLives in Washington
The *highest* estimated crowd for Trump’s Inauguration was 600,000.
Vote. Them. Out. pic.twitter.com/KpM0EGBu77
— Jack Miller (@politicalmiller) March 24, 2018
Some fabulous signs out there, but this one wins. #MarchforOurLives #EnoughIsEnough #NeverAgain pic.twitter.com/fmZcvab2AG
— Lesley Abravanel (@lesleyabravanel) March 24, 2018
Officials believe between 3000-4000 showed up at the Iowa Capitol Building today to #MarchForOurLives in Des Moines. @DMRegister pic.twitter.com/J9CnhBOE5s
— Bryon Houlgrave (@bryonhoulgrave) March 24, 2018