Estudantes denunciam degradação de instalações da FLUL

07 de maio 2018 - 17:18

A Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa denuncia a degradação das instalações do estabelecimento de ensino. Situação arrasta-se há mais de uma década.

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Estudantes denunciam degradação de instalações da FLUL
Imagem retirada da página de Facebook da Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

A direção da Associação de Estudantes da Faculdade tornou públicas as más condições das instalações da faculdade. Entre o denunciado, encontram-se ratos nas salas de aula, paredes rachadas, placas do teto a cair, extintores fora de validade, buracos no chão e uso de amianto no “Pavilhão Novo”.

Os “problemas existem há largos anos e nada foi feito por parte da Faculdade para melhorar e resolver as condições de alguns espaços exteriores”, afirma a direção da Associação de Estudantes ao jornal i.

Numa publicação feita na página de Facebook da Associação de Estudantes da Faculdade de Letras pode ler-se um apelo à subscrição de um abaixo assinado, bem como fotografias que ilustram as condições denunciadas. Entre elas, a presença de ratos nos corredores do “Pavilhão Novo”, entulho no exterior da faculdade, casas de banho degradadas, cadeiras de anfiteatros partidas e partes de paredes a cair. 

“O estado de degradação a que chegou a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa não é surpresa para ninguém”, denunciam os estudantes ao jornal i

“Se para o visitante isto é percetível, para o estudante, que todos os dias frequenta o espaço, esta é uma realidade à qual, infelizmente, se tem habituado: janelas que não funcionam, sistemas de refrigeração das salas de aula avariados ou inexistentes (a biblioteca, no verão, é o exemplo extremo desta situação), espaços, por vezes, sujos, casas de banho avariadas, baratas, ratos, más condições no Pavilhão Novo/Poente (que tem o estatuto de provisório há pelo menos duas décadas), etc.”, afirmou um dirigente.

Na verdade, a falta de condições agora denunciada arrasta-se há mais de dez anos, embora o estado de degradação tenha vindo a piorar.

Embora algumas das situações relatadas se observem também no edifício principal, é o “Pavilhão Novo” que reune a maioria das denúncias que podem inclusive afetar a saúde e bem-estar dos estudantes, docentes e demais funcionários. 

O “Pavilhão Novo” é um edifício pré-fabricado construído em 1974 para dar resposta à necessidade de mais salas de aula. Porém, quarenta anos passados, o “Pavilhão Novo” mantém-se em funcionamento, tendo ali lugar dezenas de aulas todos os dias. O edifício, construído com amianto, tem janelas partidas, casas de banho degradadas e as denúncias de presença de ratos não são recentes.