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Estado Espanhol: regresso ao trabalho na segunda-feira cria divergências

A decisão está a causar polémica com a Catalunha e outras comunidades autónomas. De acordo com o Publico.es, os ministros do Unidas Podemos terão pressionado o Governo para que esse retorno fosse mais limitado.
Fotografia de Pedro Sanchez publicada por lamoncloa.gob.es

A decisão de retorno ao trabalho na segunda-feira está a causar polémica em diferentes setores políticos e sociais. Terá, inclusivamente, criado divergências dentro do Governo PSOE-Unidas Podemos. De acordo com fontes do jornal espanhol Público, os ministros do Unidas Podemos pressionaram o Governo para que esse retorno fosse mais limitado.

Tendo em conta as divergências dentro da comunidade científica sobre o retorno ao trabalho, são várias as vozes que temem que essa decisão seja prejudicial ao combate à pandemia da Covid-19. As críticas a um regresso prematuro ao trabalho também estão a ser lidas nas entrelinhas de uma publicação na página de Facebook do Podemos acerca de Itália, conforme comentam vários utilizadores da rede social. Essa mesma publicação também foi divulgada no Twitter de Pablo Iglesias. 

Além desta alegada divergência no Governo, o primeiro-ministro Sanchez tem enfrentado críticas não só da oposição liderada pelo PP, como também das forças independentistas relativamente à condução da crise sanitária.

A resposta de Sanchez às críticas vindas das comunidades autónomas foi um apelo aos seus presidentes para fazerem um pacto com o Governo para reconstruir Espanha.

Quim Torra, presidente da Generalitat da Catalunha, tem pedido a Sánchez “que reconsidere” a decisão em relação às atividades económicas não essenciais, dizendo também que o governo catalão tudo fará para proteger as pessoas.

Na tarde de domingo, o primeiro-ministro espanhol declarou que “o confinamento geral será a regra. Amanhã só acaba a medida extrema da hibernação económica”.

 

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