Esquerda alemã: “Gregos rejeitaram medicação errada que só os adoece mais”

06 de julho 2015 - 1:42

Die Linke foi o único partido com mandato parlamentar a saudar a vitória do “não” no referendo. Para o líder do deste partido de esquerda alemão “gregos venceram, pela segunda vez, as desastrosas políticas de cortes sociais”.

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Bandeira da Grécia com apelo ao "não" no referendo projetada no ministério das Finanças alemão pelo Die Linke, na passada sexta-feira, 4 de julho.

O Die Linke, partido de esquerda e maior força da oposição, classificou o resultado do referendo na Grécia como uma vitória para a democracia na Europa.

“Os gregos e as gregas venceram, pela segunda vez, as desastrosas políticas de cortes sociais e a devastação económica”, afirmou o coordenador do Die Linke Bernd Riexinger, este domingo à noite, após terem sido conhecidos os resultados parciais que já indiciavam uma expressiva vitória do “não” no referendo.

“Eles disseram não a mais austeridade, a uma medicação errada que só os adoece mais”, declarou Riexinger.

A votação legitima a posição negocial do governo grego liderado por Alexis Tsipras, entende este dirigente de esquerda alemão.

“Os negociadores devem regressar imediatamente à mesa e respeitar a vontade democrática do povo”, exigiu.  

O Die Linke foi o único partido com assento no Bundestag a saudar o resultado saído do referendo grego.

[caption align="center"]Bernd Riexinger numa manifestação de apoio ao "não" em Atenas (3 de julho de 2015).Bernd Riexinger numa manifestação de apoio ao "não" em Atenas (3 de julho de 2015).[/caption]

Bernd Riexinger numa manifestação de apoio ao "não" em Atenas (3 de julho de 2015).