Espanha: protestos contra austeridade em mais de 50 cidades

30 de abril 2012 - 1:56

A mobilização convocada pelas duas principais centrais sindicais contra os ataques e cortes nos serviços públicos e direitos sociais juntou dezenas de milhares de pessoas a poucos dias do 1º de Maio. Na resposta, Rajoy diz que vai continuar a apresentar medidas a cada sexta-feira.

PARTILHAR
Imagem do protresto em Valencia. Foto Marc Sardon/Flickr

As medidas de austeridade do governo conservador vão para além da redução das indemnizações por despedimento e o aumento das razões invocadas para despedir rapidamente. O aumento das propinas e a diminuição da comparticipação nos medicamentos preocupam a UGT e as Comisiones Obreras, que convocaram este protesto para dizer que "Com a saúde e a educação não se brinca".



A organização fala em 40 mil manifestantes este domingo em Madrid e dezenas de milhares nas restantes 54 cidades para se oporem ao que dizem ser uma "agressão brutal" do Governo aos direitos de quem trabalha e que já motivou uma greve geral no fim de fevereiro. Ignacio Toxo (CCOO) e Cándido Méndez (UGT) acusaram ainda Rajoy de não estar disposto a dialogar, depois de lhe terem enviado por três vezes cartas a pedir um pacto para o emprego, o crescimento económico e direitos sociais.



O primeiro-ministro parece dar razão a esta crítica dos sindicatos, a julgar pela resposta que deu ao protesto nas ruas no encerramento do Congresso do PP madrileno. "A cada sexta-feira continuarão as reformas. E na próxima sexta também", advertiu no seu discurso em que também tentou explicar porque aumentou impostos e impôs mais sacrifícios que não constavam no programa eleitoral. Seguindo o exemplo de outros governantes, como o português, Rajoy disse que teve de o fazer porque "não havia alternativa".

 

Termos relacionados: Internacional