Espanha nacionaliza quarto maior banco do país

10 de maio 2012 - 14:30

O governo espanhol prepara-se para injetar até 10 mil milhões de euros no Banco Financiero e de Ahorros, que detém 45% do Bankia, um dos gigantes da banca espanhola. O custo da nacionalização será o equivalente aos cortes na educação e saúde promovidos pelo governo de Mariano Rajoy.

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Foto Sublinismo/Flickr

No final de 2008, o grupo financeiro tinha conseguido uma ajuda do Estado espanhol no valor de 4.465 milhões de euros. Agora, o Ministério da Economia crê ser "improvável, em vista da situação da entidade e de seu grupo", que o Bankia possa devolver em cinco anos o dinheiro recebido.



A forte exposição do banco ao setor da construção e ao mercado imobiliário é apontada como a causa dos problemas financeiros do Bankia. No fim de 2011, os ativos tóxicos do Banco Financiero e de Ahorros (BFA)estavam avaliados em mais de 31 mil milhões de euros.



Segundo o diário El País, o BFA foi formado a partir da fusão de sete caixas de poupança, liderada pela Caja Madrid e Bancaja, ambas controladas por políticos do Partido Popular. O Bankia foi lançado em março de 2011, supostamente com os bons ativos do BFA. Entrou na bolsa no meio da tempestade da crise das dívidas na Europa e perdeu 42% da sua capitalização bolsista desde o início do ano.



Com a nacionalização do Bankia, sai o presidente Rodrigo Rato, que foi ministro da Economia e Finanças de Aznar e com a derrota do PP face ao PSOE Zapatero seguiu para a liderança do FMI até ser substituído em 2007 por Strauss Kahn. À frente do Bankia ficará José Ignacio Goirigolzarri, que saiu do BBVA com uma pensão vitalícia de 3 milhões de euros anuais.

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