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Ernest Hemingway era um esquerdista que foi perseguido pelo FBI

É uma pena que para chegar às coisas interessantes sobre Hemingway – a sua juventude dura, alguns dos seus excelentes contos e a sua política de esquerda – se tenha de percorrer o pior da sua escrita e depois todos os disparates em torno da sua personalidade pública extravagante. Por Eileen Jones.
Hemingway. Foto de U.S. National Archives and Records Administration.
Hemingway. Foto de U.S. National Archives and Records Administration.

Ajuda saber que Ernest Hemingway tinha medo do escuro. Depois de ter sido gravemente ferido na Primeira Guerra Mundial, sempre que estava em casa precisava de manter a luz acesa a noite toda e a sua irmã por vezes tinha de se sentar com ele apenas para o manter calmo. Tinha sido alvejado numa batalha noturna e disse que sentiu a sua alma partir do seu corpo e misteriosamente regressar. Depois disso tinha a certeza de que se se encontrasse novamente na escuridão total a sua alma abandonaria o seu corpo permanentemente.

O jovem Hemingway, tal como apresentado no primeiro dos três episódios da série PBS “Hemingway”, dirigida por Ken Burns e Lynn Novick, é na realidade uma figura interessante – um tipo grande e desajeitado que se sente mais confortável na natureza, lutando numa família estranha e perturbada, propensa a doenças mentais e ao suicídio. Tenta encontrar o seu caminho inicialmente como repórter e depois como escritor. O episódio cobre o tempo antes de desenvolver a personalidade extravagante pela qual é mais conhecido, o escritor agressivo e conflituoso, que bebia em excesso, o homem macho sempre a assistir a touradas, a falar sobre as fraquezas de escritores rivais e a ser fotografado a sorrir devido aos grandes e belos animais que caçou. Essa personalidade, que o tornou rico e famoso, bem como opressivamente egocêntrico, é explorada no segundo episódio. O terceiro episódio aborda como essa mesma personalidade ajudou a agravar o seu alcoolismo e doença mental que terão acabado por levá-lo ao suicídio.

A série trata Hemingway com o tom de reverência solene, ou mesmo lúgubre, pelo qual Ken Burns é conhecido, como se todos ainda considerassem totalmente que Hemingway foi o maior escritor americano do século XX, o que, tanto quanto sei, não é de modo algum o caso.

Na altura em que tomei consciência dos debates sobre o cânone literário americano, a reputação de Hemingway já estava bastante danificada:

Nos anos 80, escreve Mary Dearborn na sua biografia ricamente detalhada, "Hemingway e o seu lugar na tradição literária ocidental passaram a estar sob ataque total, à medida que leitores e estudiosos questionavam urgentemente o que os “homens brancos mortos”1 como Hemingway têm para nos dizer numa época multicultural que já não lhes confere prioridade automática. O chamado código Hemingway – uma abordagem dura e estóica da vida que aparentemente substitui a coragem física... por outros tipos de feitos – parecia cada vez mais provinciano e cansativamente macho".

Mas podemos continuar a recuar mais no tempo e encontrar a decadência a instalar-se no outrora estatuto de estrela de Hemingway enquanto escritor importante. O documentário descobre o surpreendente facto da boa receção a Hemingway estar já desgastada entre vários críticos na década de 1940. Talvez tenha sido uma reação inevitável a todo aquele culto do herói nos anos 20 e 30, quando ele era o escritor mais admirado e servilmente imitado da América.

Já em 1974, Orson Welles descrevia a reputação literária de Hemingway como estando "num eclipse total". É uma entrevista engraçada, com Orson Welles a falar sobre a amizade um tanto ou quanto conflituosa que existia entre eles e que começou com uma luta incompetente durante uma projeção de Terra de Espanha, um documentário dirigido pelo comunista holandês Joris Ivens. O filme tinha sido financiado por um grupo de pessoas de esquerda como apoio à causa republicana durante a Guerra Civil Espanhola. A narrativa foi lida por Orson Welles e escrita por Hemingway e pelo seu amigo John Dos Passos, que deixou de ser seu amigo após discussões sobre a política do filme. Orson Welles criticou parte da narrativa, o que enfureceu Hemingway. Welles zombou então do escritor por ser "tão grande e forte", dando origem a uma torrente de punhos voadores, que na sua maior parte falharam o seu alvo.

Orson Welles observa também que, por muito que admirasse a arte de Hemingway, uma característica muito importante dele enquanto pessoa estava ausente nas suas obras mais famosas:

«Aquilo que nunca encontramos nos seus livros é o seu humor. Dificilmente há uma palavra de humor num livro de Hemingway porque ele é tão tenso e solene e dedicado ao que é verdadeiro e bom e tudo isso. Mas, quando estava descontraído, Hemingway era tremendamente divertido e era isso que eu adorava nele».

Penso que essa é a razão pela qual os seus romances mais famosos – O Sol Nasce Sempre (Fiesta), O Adeus às Armas e Por Quem os Sinos Dobram - podem ser tão aborrecidos de ler. Na minha juventude desperdiçada, quando lia tudo o que me era recomendado por pessoas de alto nível literário, não lhes liguei importância. Pareciam livros rigídos e extenuantes, mal escritos. De facto, o caráter pesado da abordagem de Hemingway é comovedoramente explicado no documentário de Burns, que mostra como o autor aliviaria a sua ansiedade diária de escrever dizendo a si próprio: "Escreve apenas uma frase verdadeira".

Tenho atualmente muito mais simpatia pela condição e problemas do escritor e provavelmente poderia ler os seus romances com maior empatia. Mas, por outro lado, sempre detestei tiques como a sua recusa frequente em usar contrações, o que parecia absurdamente afetado, alternando frases como "Nick didn’t look at it" e "Nick did not watch"2. Evitar as contrações é claramente uma forma de acrescentar solenidade e peso emocional, neste caso ao agonizante nascimento de um bebé no conto Acampamento Índio, frequentemente citado no documentário de Burns e Novick.

Tal como Charles Dickens, que tinha uma tendência para o uso de palavras em inglês arcaico como "thee" e "thou" em vez do moderno “you” em momentos de grande significado espiritual, Hemingway experimentou a mesma técnica em Por Quem Os Sinos Dobram, escrevendo o conhecido desastre pós-coital “And did thou feel the earth move?” ("E sentiste a terra mover-se?).

É uma pena que para chegar às coisas interessantes sobre Hemingway – a sua juventude dura, alguns dos seus excelentes contos e a sua política de esquerda – se tenha de percorrer o pior da sua escrita e depois todos os disparates em torno da sua personalidade pública extravagante. Ouvimos como Hemingway costumava gabar-se interminavelmente sobre os perigosos lutadores que derrotara e sobre as medalhas que ganhara por bravura em combate – tudo mentiras, como o documentário aponta – quando, de acordo com qualquer padrão razoável de coragem, ele já tinha provado ser mais do que corajoso no início da sua vida.

A explicação para este comportamento é tão óbvia que dificilmente é necessária uma série documental de três episódios para a mostrar. É bastante claro atualmente que Hemingway era uma tigela de papa por dentro, assustado pela morte tal como todos nós, as pessoas normais, e estava apenas a construir uma fachada de grande homem para evitar que alguém reparasse.

Os esgotamentos mentais do pai que tanto amava, que acabaram por levá-lo ao suicídio, abalaram tanto Hemingway que ele se virou contra o pai de uma forma brutal, condenando-o pela sua "fraqueza". Hemingway odiava e temia a sua mãe controladora, apoiando-a financeiramente mas recusando-se a vê-la durante muitos anos antes da sua morte. Ficou tão destroçado com a carta de rejeição que recebeu da sua primeira noiva, uma enfermeira do exército da Primeira Guerra Mundial, que nunca a superou. Passou o resto da sua vida a tentar desesperadamente controlar as mulheres, empurrando cada esposa para o papel de dona de casa-enfermeira-concubina, aborrecendo-se em seguida e deixando-a por outra mulher, mais aventureira.

Conheceu o seu par ideal na Esposa nº 3, Martha Gellhorn (a quem Meryl Streep dá a voz no documentário), uma colega jornalista que também cobria a Guerra Civil Espanhola. Ela deixou-o para cobrir a Segunda Guerra Mundial, que Hemingway tentou evitar cobrir porque tinha um medo desesperado de ir – sentiu, não sem razão que, agora na casa dos 40 anos, já tinha levado a sua sorte longe o suficiente para sobreviver a duas guerras. Mas seguiu-a para a batalha e envergonhou-se quando ela conseguiu uma cobertura muito melhor do Dia D do que ele – Martha Gellhorn escondeu-se destemidamente num navio de combate em direção à praia de Omaha, enquanto Hemingway esperava a uma distância segura com os outros jornalistas. Provavelmente para compensar o ter sido desmascarado, cruzou a linha que separa o repórter do civil-soldado e lutou realmente na terrível batalha da Floresta Hurtgen com o 22º Regimento de Infantaria.

Foi com Mary Welsh, Esposa N.º 4 (voz de Mary-Louise Parker no documentário), que finalmente conseguiu uma descoberta sexual, capaz de admitir por fim, na sua velhice, que a sua preferência era por mulheres de aparência andrógina e pelo jogo erótico com os papéis de género, com ele a desempenhar o papel de Catarina e ela o papel de Pedro. No entanto, fora do quarto, continuava a não a tratar muito melhor do que às anteriores e é espantoso o que a maioria das esposas de Hemingway estavam dispostas a suportar. Mas é verdade que tentou escrever sobre como encontrar maior liberdade sexual no seu último romance inacabado, O Jardim do Éden.

Para muitos, esse livro foi o primeiro sinal de que talvez algo mais estivesse a acontecer por baixo de todo aquele vociferar. Para mim, era o estudo do film noir3, cujas raízes estão em dois grandes escritores americanos: o brilhante mestre da literatura policial Dashiell Hammett e a figura ligeiramente surpreendente de Ernest Hemingway. Ambos chegaram à notoriedade na década de 1920, escrevendo ficção baseada na observação, que se assemelhava a reportagem, combinando insipidez e vivacidade com um resultado surpreendente. Esta abordagem fazia sentido vinda de Hemingway, um antigo repórter. Hammett, contudo, tinha trabalhado como detetive da Pinkerton4 até ficar tão enojado com os seus serviços de atacar greves (que muitas vezes envolviam assassínio) que desistiu. Tal como Hemingway, acabou por abraçar a política de esquerda dura, que o levou mais tarde a ter problemas com o governo americano.

Ambos os escritores preferiram a exterioridade à interioridade. Recusaram-se a descrever as características e processos psicológicos das personagens, que nas suas obras frequentemente tinham de ser colhidas a partir de diálogos curtos e secos e das descrições de atributos físicos e ações, da forma como eram manuseados objetos como cigarros, ferramentas ou copos.

Uma consequência deste estilo de escrita era bastante clara – o mundo só parecia óbvio na sua apresentação espetacular, mas era terrivelmente difícil de ler. As pessoas eram difíceis de compreender, não conseguiam sequer compreender-se a si próprias a maior parte do tempo. Em O Falcão de Malta, o detetive privado de Hammett, Sam Spade, oferece o que poderia ser uma pista para a sua natureza esquiva à mulher que ele pode ou não amar, numa história famosa conhecida como a parábola Flitcraft. É sobre um vendedor de seguros chamado Flitcraft que, ao andar por uma rua da cidade, quase é morto por uma viga de construção em queda. Como reação faz uma série de mudanças dramáticas na sua vida – abandona a sua família, muda o seu nome e muda-se para uma cidade diferente. Na nova cidade, após alguns anos, consegue o mesmo tipo de trabalho, casa com uma mulher semelhante à que tinha antes, tem o mesmo número de filhos.

"Ele ajustou-se a vigas que caíam, depois já não caíam mais vigas, e ele ajustou-se a elas não caírem", explica Spade. Foram produzidas resmas de análise literária tentando compreender de que forma a parábola Flitcraft representa a filosofia de vida de Spade.

O impressionante conto de Hemingway Os Assassinos, que tanto perturbou Ken Burns a ponto de, segundo ele, ter inspirado o seu interesse inicial no escritor, também inspirou um grande film noir de 1946 publicitado como "Os Assassinos, de Ernest Hemingway", embora Hemingway o odiasse. Dois bandidos aparecem num restaurante de uma pequena cidade aterrorizando os infelizes empregados e clientes por informações sobre o ex-lutador sueco Ole Anderson, que normalmente aí toma as refeições. O alter ego de Hemingway, Nick Adams, consegue avisar o sueco que uns assassinos contratados o perseguem, mas este recusa-se a fugir e fica passivamente à espera do seu próprio assassinato.

Mas muito antes de nos depararmos com o mistério da indiferença do sueco à morte violenta, já Hemingway construiu um estado de perturbação e mal-estar difuso até sobre os factos mais simples – que horas são, quais são os nomes das pessoas, o que está no menu do restaurante versus o que pode realmente ser comido no restaurante –, agravado pelas ameaças dos capangas, que falam em tom rítmico, constantemente a empregar o insulto "rapaz brilhante" como uma rotina de comédia demente.

A ansiedade de se ser apanhado dentro de algum sistema perigosamente incompreensível caracteriza alguns dos melhores primeiros contos de Hemingway, incluindo a sensação de impotência masculina no centro dos mesmos. É uma pena que no documentário seja dada tão pouca ênfase a este cruzamento com a pulp fiction5 e com o ponto de vista cinematográfico do film noir.

O documentário de Burns e Novick também lança, como era previsível, muito pouca luz sobre a política de esquerda de Hemingway. O documentário sublinha a forma como Hemingway está a desmoronar-se no final da sua vida, provavelmente devido a uma combinação de fatores herdados – nove concussões ao longo da sua vida e o agravamento do alcoolismo. Apesar de Hemingway estar convencido durante este tempo de que estava a ser observado pelo governo, Burns e Novick rejeitam tudo isso e tratam a questão como uma simples paranoia.

No entanto, como se verificou, Hemingway estava mesmo a ser observado por agentes do governo e havia um grande ficheiro do FBI sobre ele que remonta a décadas atrás. Como David Masciotra, da revista Salon, argumenta,

“Burns de facto entrevistou o falecido A. E. Hotchner, um jornalista e amigo de longa data de Hemingway que escreveu três livros sobre o autor, mas nunca reconhece que Hotchner expressou remorsos por não ter levado a sério as alegações de Hemingway sobre a vigilância do FBI. A exposição pública do ficheiro do FBI levou Hotchner a escrever que "lamentavelmente julgou mal" os receios do seu amigo e que a perseguição do FBI a Hemingway contribuiu para "a sua angústia e suicídio"”.

A vigilância a Hemingway começou, sem surpresa, na década de 1930:

“Hemingway chamou a atenção do FBI décadas antes, devido ao seu apoio ao governo republicano (ou seja, socialista) em Espanha durante a Guerra Civil Espanhola... [J. Edgar] Hoover denunciou Hemingway como um "antifascista prematuro" – uma designação bizarra mas, no entanto, adequada, do empenhamento político de Hemingway para com a destruição das forças fascistas ao longo de toda a sua vida.”

Imaginem o quanto a vigilância do FBI deve ter aumentado nos últimos tempos da vida de Hemingway, com o seu apoio declarado à revolução de Fidel Castro em Cuba, apoio que apenas é brevemente mencionado no documentário de Burns e Novick. Contudo, não mencionam o apoio financeiro de Hemingway e o seu trabalho ativista em prol da revolução, que deve ter contribuído muito para aumentar o ficheiro de mais de cem páginas do FBI na altura da sua morte em 1961:

“[O ficheiro] incluía a ordem do diretor do FBI, J. Edgar Hoover, para monitorizar Hemingway, detalhes de planos para colocar os seus telefones sob escuta e até informações sobre como o médico de Hemingway na Clínica Mayo ia reportando o estado do autor aos serviços do FBI no Minnesota. Há também memorandos de agentes com propostas sobre como o FBI poderia destruir a reputação pública do tão amado escritor.

Num ato chocante de má prática jornalística, a série de Burns e Novick não menciona uma vez sequer o ficheiro do FBI”.

O apoio de Hemingway a Fidel Castro parece não ter vacilado, mesmo após o desastre da Baía dos Porcos e a proibição pelos EUA de viagens a Cuba terem impedido o autor de regressar à sua querida casa cubana, onde tinha vivido durante vinte anos. Burns e Novick visitaram a casa na preparação para a série e encontraram "garrafas de álcool meio bebidas, os seus discos espalhados em torno do gira-discos e pequenas notações de peso, anotadas a lápis na parede, ao pé da balança na sua casa de banho".

No entanto, a ênfase do documentário é dada aos pedaços de prova que contrariam a política de esquerda de Hemingway, tal como a sua declaração de tom libertário num determinado momento:

“não posso ser comunista agora porque acredito numa única coisa: a liberdade. O Estado, não me interessa nada. Tudo o que o Estado alguma vez significou para mim foi uma tributação injusta. Acredito no mínimo absoluto de governo”.

Não é que o documentário seja pouco informativo – Burns e Novick parecem ter tido acesso a todos os locais, cartas, fotografias, filmes pertinentes, bem como a entrevistas relacionadas com o seu tema. Mas o tom geral e a abordagem tendem a ser os mesmos independentemente do assunto, quer se trate da Guerra Civil, do jazz, do basebol, do Dust Bowl6 ou de Ernest Hemingway. Como sempre, há a narração calorosa de Peter Coyote, música melancólica e um enredo narrativo bastante simples. No entanto, aquilo que resulta do documentário é uma tendência para a despolitização, mas a verdade é que Ken Burns já é conhecido pela sua capacidade de limar as partes mais rugosas, mais interessantes dos seus temas.

Hemingway, apesar do que se possa pensar de toda a sua fanfarronice, merece melhor. E nós também.


Eileen Jones é crítica de cinema na revista Jacobin, autora de “Filmsuck, EUA” (2013) e apresenta um podcast com o título Filmsuck.

Texto publicado na revista Jacobin. Traduzido por Paulo Antunes Ferreira para o Esquerda.net.


Notas:

1 NT: No original ‘dead white males’: Trata-se de uma expressão que designa um escritor ou outra pessoa famosa masculina considerada muito importante por ser um homem branco (do Ocidente) que já não está vivo, e não por a sua obra ser melhor ou mais importante do que a dos outros. https://dictionary.cambridge.org/pt/dicionario/ingles/dead-white-male

2 NT: Manteve-se as expressões no original em inglês pois a referência às contrações aplica-se à construção das frases em inglês, encurtando-as através do recurso ao apóstrofo para unir duas palavras.

3 NT: Film noir é uma expressão francesa que designa um estilo de cinema caracterizado por elementos como heróis cínicos, efeitos de luz contrastante, um estilo visual influenciado pelo expressionismo alemão, enredos intrincados e uma filosofia existencialista subjacente. O género foi predominante principalmente em dramas policiais americanos da era pós-Segunda Guerra Mundial. https://www.britannica.com/art/film-noir

4 NT: A Agência Nacional de Detetives Pinkerton foi uma agência de investigação e segurança particular fundada nos EUA em 1850 por Allan Pinkerton. A maior parte dos contratos da Pinkerton girava em torno de evitar que grevistas (principalmente líderes sindicais) ocupassem ou se aproximassem das fábricas em que trabalhavam. https://pt.wikipedia.org/wiki/Ag%C3%AAncia_Nacional_de_Detetives_Pinkerton

5 NT: Livros de ficção (romances, policiais, ficção científica), produzidos em grandes quantidades e destinados a serem lidos por muitas pessoas, mas não considerados de muito boa qualidade. A pulp fiction era considerada uma subliteratura, caracterizada por aventuras com violência, chocantes e sensacionalistas. https://dictionary.cambridge.org/pt/dicionario/ingles/pulp-fiction

6 NT: Dust Bowl é a designação usada para um fenómeno climático de tempestades de areia que ocorreu nos Estados Unidos na década de 1930 e que durou quase dez anos. https://pt.wikipedia.org/wiki/Dust_Bowl

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