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Encontro de sindicalistas europeus debate caminhos de luta

Decorreu no último fim-de-semana, em Berlim, no espaço Karl-Liebknecht-Haus, um encontro de sindicalistas da Esquerda Europeia, com a presença de 11 países. Por Deolinda Martin.
Encontro de sindicalistas da Esquerda Europeia, em Berlim, no espaço Karl-Liebknecht-Haus, com a presença de 11 países
Encontro de sindicalistas da Esquerda Europeia, em Berlim, no espaço Karl-Liebknecht-Haus, com a presença de 11 países

Estes encontros articulam regularmente, entre os sindicalistas dos vários países, a realidade vivida em cada um deles, nomeadamente os ataques feitos à legislação laboral, aos direitos do exercício da atividade sindical, mas sobretudo refletem sobre os caminhos a percorrer para que outra Europa seja possível.

O encontro iniciou com o Conferencista Ralf Kramer, economista do sindicato Ver.di e membro do Die Linke, que abordou o tema “Euro Crisis austerity and authorian neoriberalism and alternatives for another Europe”.

Espaço Karl-Liebknecht-Haus, em Berlim, onde se realizou o encontro dos sindicalistas da Esquerda Europeia

Espaço Karl-Liebknecht-Haus, em Berlim, onde se realizou o encontro dos sindicalistas da Esquerda Europeia

Na sua intervenção, Rald Kramer defendeu o controlo público do setor financeiro, que os bancos centrais estejam sob o controle democrático e financeiro dos estados, que é urgente criticar e questionar o euro e a UE, bem como a possibilidade de necessidade de um Plano B para a saída do Euro. Em resumo, a urgência de uma outra Europa, com nova fundação baseada num espírito de democracia ampla e união social.

Contudo, apesar da análise e propostas feitas, verifica-se ainda uma grande distância entre o que é a realidade dos povos do sul e a dos povos do norte. Perante os relatórios que cada país faz é que se torna possível desmontar algum discurso político dominante, que coloca trabalhadores contra trabalhadores, e abrir caminhos à articulação solidária na luta. Assim, a luta contra o TTIP assume aqui especial centralidade e convergência, no que toca a objetivos comuns atuais, entre todos e todas.

A delegação do Bloco de Esquerda assumiu o compromisso de fazer chegar aos nossos camaradas sindicalistas turcos, a viverem dias duros sob a égide de Erdogan, uma posição de solidariedade para que sintam que a luta deles é também nossa, é a luta pela democracia e pela liberdade!

Artigo de Deolinda Martin para esquerda.net

Sobre o/a autor(a)

Vereadora do Bloco de Esquerda na Câmara Municipal da Amadora. Professora aposentada. Dirigente sindical.
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