No primeiro ato público como presidente interino da EDP após a suspensão de funções de António Mexia e João Manso, Miguel Stilwell garantiu aos acionistas da multinacional elétrica que a empresa é “resiliente”. E prevê um lucro de 850 a 900 milhões de euros para este ano, um crescimento de “um dígito, apesar do contexto difícil”.
Com isto, Stilwell garante um dividendo mínimo de 19 cêntimos por ação sob os lucros de 2020. Em 2019, a EDP obteve lucros recorrentes de 850 milhões de euros, um aumento de 7% face ao ano anterior, tendo distribuído perto de 700 milhões em dividendos em plena pandemia.
Apesar da queda na procura registada na Península Ibérica, bem como da desvalorização cambial do real face ao euro, o gestor afirma que a gestão da energia, as rotações de ativos de renováveis, e as baixas taxas de juro nos mercados contribuem positivamente para o resultado esperado para este ano, escreve o Jornal Económico.
Este anúncio surge no momento que a EDP se prepara para um aumento de capital no valor de mil milhões de euros, bem como da operação de aquisição da elétrica espanhola Viesgo, avaliada em 2,7 mil milhões de euros, com a EDP a investir 900 milhões na aquisição. A operação está dividida em três partes: na primeira aquisição, a EDP comprou a rede de distribuição de eletricidade da Viesgo – localizada nas Astúrias e na Galiza – em parceria com a Macquarie Infrastructure and Real Assets (MIRA). A Viesgo Distribution registou um EBITDA de 320 milhões em 2019, e vai passar a ser detida em 75% pela EDP e em 25% pela MIRA.
“Reiteramos a manutenção de um dividendo mínimo de 19 cêntimos por ação”, afirmou Miguel Stillwell, apontando que a empresa prevê entregar aos seus acionistas entre 75% a 85% dos seus lucros de 2020. De relembrar que a empresa distribuiu quase 700 milhões de euros em dividendos aos seus acionistas este ano, relativos a 2019.