Economia europeia acelera crescimento

13 de agosto 2010 - 15:23

O Eurostat divulgou os números do 2º trimestre de 2010, com as economias da UE e da zona euro a crescerem 1% em relação ao trimestre anterior. Portugal regista o quarto pior resultado, crescendo apenas 0,2% no mesmo período.

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A economia alemã, a crescer 2,2%, puxou pela maioria dos restantes países da UE e zona euro. Foto s.o.f.t./Flickr

Os números do Instituto Nacional de Estatística e do Eurostat mostram que a economia portuguesa cresceu apenas 0,2% este trimestre, face ao período entre janeiro e março, sendo que no primeiro trimestre o crescimento tinha sido de 1,1% comparado também com o trimestre anterior. O abrandamento do crescimento da economia portuguesa nos últimos três meses coloca-a na quarta pior posição entre os países da zona euro.



Pelo contrário, os resultados apresentados pelo Eurostat apontam para um acelerar do crescimento da economia europeia, que no trimestre passado crescera apenas 0,2%. A Alemanha é a grande responsável, ao registar agora um crescimento de 2,2% do PIB em relação aos primeiros três meses do ano, num ritmo que não era visto desde a reunificação do país.

Em comparação com os Estados Unidos, a performance da economia União Europeia sai a ganhar, mas só neste trimestre em que nos EUA o crescimento ficou-se pelos 0,6%. No entanto, quando comparado com o mesmo período do ano anterior, verifica-se que a economia norte-americana cresceu 3,2%, ou seja, mais um ponto e meio que o crescimento na zona euro e UE.

“Estes são os primeiros dados depois da aplicação das medidas de austeridade e o que eles mostram é que a política de austeridade mata o crescimento e a criação de emprego”, disse o deputado do Bloco José Gusmão em reacção aos números divulgados esta sexta-feira sobre a evolução da economia portuguesa.

“É por isso que é difícil para nós perceber a satisfação do primeiro ministro a não ser na medida em que ele se mostra satisfeito com todos os números da economia independentemente de quais eles sejam”, acrescentou José Gusmão, defendendo a “importância de ter uma política que estimule os factores de crescimento” da economia portuguesa. “E é isso que a política de austeridade ataca, quer a política de austeridade seguida em Portugal quer a seguida pelos outros países da União Europeia”, concluiu.