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“É a força da esquerda que resgata a esperança neste país”

No comício de encerramento da campanha, Catarina Martins defendeu em Setúbal que as “novas soluções para o país” só serão construídas com o Bloco, "que garante a luta pelo salário, pela pensão e que trouxe estabilidade à vida das pessoas".
Catarina Martins no encerramento da campanha do Bloco em Setúbal. Foto Paula Nunes.

O pavilhão do Clube Naval Setubalense encheu esta sexta-feira para o jantar/comício de encerramento de campanha do Bloco de Esquerda. “Nunca tivemos tanta gente em todas as iniciativas”, sublinhou Catarina Martins em tom de balanço das últimas semanas. Uma participação em alta,  justificada também porque “quem esteve connosco ao longo destes quatro anos sabe que pode contar connosco, pois nunca falhámos aos nossos compromissos”.

“Fomos sempre quem trabalhou por soluções, quem nunca desistiu e assumiu sempre a sua responsabilidade pela estabilidade neste país”, sublinhou a coordenadora do Bloco. Daí a sua certeza de que as “novas soluções para o país só serão construídas com o Bloco, o partido que garante a luta pelo salário, pela pensão, por esta gente que trabalha”.

“Quando subimos salários, criámos emprego; quando protegemos as pensões, criámos emprego. Para este caminho continuar, é preciso a força do Bloco”, insistiu Catarina, concluindo que no dia a seguir às legislativas é o Bloco que trará “a solução mais forte para responder por tudo o que ainda não foi feito”, como o “investimento para salvar o SNS”.

O orgulho no trabalho feito nos últimos quatro anos ficou expresso em vários momentos do discurso, ao enunciar o aumento do salário mínimo, o descongelamento das pensões, a redução do preço dos passes sociais e das propinas do ensino superior ou os manuais escolares gratuitos. “Orgulhamo-nos que quem vive do seu trabalho tivesse um pouco mais da sua pensão e do seu salário, orgulhamo-nos por aliviar um país devastado pela austeridade e pela direita”. E tudo isso foi possível graças a uma solução que “em vez do poder absoluto de um partido trouxe estabilidade à vida das pessoas”, prosseguiu Catarina.

“É a força da esquerda que resgata a esperança neste país”, resumiu a coordenadora bloquista, referindo-se também aos “dois em cada três jovens que vivem na precariedade”, aos trabalhadores por turnos e noturnos “que precisam de uma resposta que proteja a sua saúde e o seu direito à família”, a “tanta gente que não consegue ter uma casa para viver” por causa do preço das rendas. “Nestes quatro anos, ficou provado que sempre que se puxa pelo país, a economia fica mais forte e o país fica melhor”, acrescentou.

Fernando Rosas

Fernando Rosas: “Maioria absoluta é o risco absoluto de voltar para trás”

O fundador e ex-deputado do Bloco pelo círculo de Setúbal referiu-se ao risco da maioria absoluta que “continua aí”, a crer nas sondagens publicadas no último dia de campanha. Para Fernando Rosas, quem defende a maioria absoluta está a querer “deitar fora qualquer possibilidade de acordo à esquerda” e ao mesmo tempo “anular o papel central do parlamento na vida política” que teve nos últimos anos. A maioria absoluta “é o risco absoluto de votar para trás”, sublinhou.

“Quem disfarça o que pede é porque não quer fazer coisa boa com aquilo que pede”, avisou Fernando Rosas, dirigindo-se à campanha do PS. E lembrou as palavras dos dirigentes socialistas que têm afirmado que não recebem lições de esquerda, contrapondo que serão os eleitores, “pelo seu voto contra a maioria absoluta, [que] hão de ensinar a humildade ao PS” no próximo domingo.
 

Joana Mortágua

Joana Mortágua: “O país mudou porque a esquerda teve força para enfrentar a política do costume”

A cabeça de lista do Bloco pelo círculo de Setúbal começou por agradecer aos militantes do distrito a “campanha magnífica” que fizeram. “Temos orgulho de pertencer a um partido que pode entrar em todos os bairros e em todos é bem recebido”, congratulou-se Joana Mortágua.

Para a candidata e deputada bloquista, “o país não mudou porque os partidos do costume mudaram. O país mudou porque a esquerda teve força para enfrentar a política do costume, porque o Bloco de Esquerda esteve lá com essa força”  Num comentário à campanha de PS e PSD, Joana Mortágua apontou que enquanto esses “partidos do costume” andaram numa “disputa infantil sobre quem tem o melhor Centeno”, nada disseram sobre a vida dos trabalhadores.

“A política do costume transformou um distrito de operários num distrito de precários. E não há milagre económico que resolva isto”. A única coisa que o pode fazer é “mudar a lei laboral”. O PS sabe-o e é para impedir essa mudança que pede a maioria absoluta, acusou Joana Mortágua.

Sandra Cunha

Sandra Cunha: "Continuamos a ter índices de violência doméstica intoleráveis”

Saudando a escolha do Bloco em encerrar a campanha numa “casa mítica na história da luta da esquerda” Sandra Cunha não escondeu a alegria por estar perante “uma sala tão vibrante de sonhos, convicção e esperança num país melhor”. Por entre apelos para impedir a maioria absoluta do PS nas urnas no próximo domingo, Sandra Cunha, a segunda candidata das listas do Bloco pelo círculo de Setúbal, lembrou que no nosso país “continuamos a ter índices de violência doméstica intoleráveis”.

Sandra Cunha lembrou ainda o papel do partido nas mudanças na lei e na sociedade para combater a violência doméstica e proteger as vítimas e deixou críticas ao PS, CDS e PCP por terem votado contra a proposta do Bloco que consagrava o estatuto de vítimas para as crianças que vivem em contexto de violência doméstica. Uma proposta que pretende levar de novo ao parlamento, uma vez que tal como as mulheres vítimas de violência doméstica, “estas crianças têm direito a ser devidamente protegidas” pelo Estado português, defendeu Sandra Cunha.

 

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