Perto de 5 milhões de agregados vão ver a sua factura mensal aumentar de 50 para 51,75€ mensais (valor médio), enquanto os 666 mil agregados que usufruem de tarifa social verão o preço da sua fatura aumentar de 25,5 euros para 26,07, o equivalente a um aumento de 2,3%.
O aumento do preço da eletricidade surge três meses depois do aumento do IVA de 6% para 23% na electricidade que tem vindo a penalizar duramente as famílias residentes em Portugal, já fustigadas pela redução abrupta dos seus rendimentos, pelo aumento do custo dos transportes e pelo aumento dos preços em geral.
Mediante o pagamento, à EDP, de custos de manutenção de equilíbrio contratual e subsídios à produção em cogeração, além de outros encargos, no valor de 1080 milhões de euros, esperam-se aumentos ainda mais significativos do custo da eletricidade a partir de 2013.
Em Julho, o governo aprovou o fim das tarifas reguladas para a electricidade e o gás natural, decidindo que caminho para os preços livres será feito em duas fases. A partir de 1 de Julho de 2012 serão extintas as tarifas reguladas para os clientes com potências contratadas entre 10,35 e 20,7 kVA, no que respeita à electricidade, e com consumo anual inferir a 10 mil m3 no que respeita ao gás. A 1 de Janeiro de 2013 as tarifas reguladas serão extintas para todos os restantes clientes.
A EDP, empresa que o governo português pretende privatizar, teve lucros na ordem dos 609 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2011 - um crescimento de 8% num ano de grave crise.