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"Crato escuta, os professores estão em luta"

Terminando uma semana de concentrações em várias capitais de distrito, mais de uma centena de professores reuniram-se em frente ao ministério da Educação, em Lisboa. O ministério de Nuno Crato acabou por ceder em três questões, o que constitui, segundo o secretário geral da Fenprof, uma "vitória" para os professores.
Foto de Paulete Matos (recortada).

Os “horários zero” e o risco de despedimento de perto de 25 mil professores estiveram entre as razões que motivaram este protesto, convocado pela Fenprof sob o lema "Os professores fazem falta nas escolas e ao país! Contra a extinção deliberada de postos de trabalho!", e ao qual se juntou cerca de uma centena e meia de docentes.

Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, após ter participado numa reunião com o ministro Nuno Crato, o secretário de Estado da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, e a secretária de Estado do Ensino Básico, Isabel Leite, anunciou, perante os manifestantes, que a tutela teve que ceder e assumir três “problemas para os quais vai procurar uma resposta rápida”, o que constitui uma "vitória" para os professores.

Nuno Crato reconheceu que abrir um mecanismo de vinculação extraordinária para os professores contratados só terá lógica se se fizer este ano, que é devido o pagamento de compensações por caducidade de contrato aos professores que não foram colocados, matéria sobre a qual diversos tribunais já deram razão aos professores, e que é “prioritária” a atribuição de “no mínimo seis horas a todos os professores do quadro” de modo a que nenhum fique nos “horários zero”, anunciou o representante da Fenprof aos professores..

Mário Nogueira apelou ainda aos professores para que não desmobilizem durante as férias, assim como se dirigiu a outras forças sindicais, entre as quais a Federação Nacional da Educação, num apelo à união “na luta”.

A Fenprof já anunciou ações para o dia 3 de setembro. Os sindicalistas vão deslocar-se aos centros de emprego para demonstrar que "a prioridade é lutar pelo emprego e pelos alunos". Mais iniciativas poderão ter lugar em agosto e setembro, caso o ministério não atenda às reivindicações dos professores.

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