A coordenadora concelhia de Lisboa do Bloco de Esquerda decidiu esta quinta-feira à noite propor ao plenário de militantes do partido que Carolina Serrão seja a sua primeira candidata às próximas eleições autárquicas na capital. O nome irá a votos numa reunião a realizar no próximo dia 25 de janeiro e a candidatura será apresentada publicamente a 8 de fevereiro.
Carolina Serrão tem 35 anos e é atriz e criadora. Na nota com que a estrutura local do partido a apresenta informa-se que “encabeçou a lista mais votada nas eleições para a comissão coordenadora concelhia do Bloco” e “trabalhou em diversas profissões ligadas ao turismo para poder manter a atividade profissional de atriz”.
Para além disso, sublinha-se que “partilhou casa com várias pessoas para poder manter-se a residir em Lisboa” e que “o seu percurso é semelhante ao de milhares de pessoas da cidade, afetadas pela precariedade e baixos salários do turismo, pressionadas para abandonar Lisboa sob a crise na habitação”.
Em termos de objetivos políticos, o Bloco de Esquerda diz-se “preparado para enfrentar a política de Carlos Moedas que neste mandato favoreceu os unicórnios e a especulação imobiliária, agravando as crises da habitação, do trânsito, da higiene urbana e da exclusão social”.
Como balanço da gestão de direita, destaca-se ainda que “as rendas e o preço das casas escalaram, o trânsito aumentou e os transportes públicos reduziram, o lixo acumulou-se por toda a cidade e o número de pessoas em situação de sem-abrigo aumentou a um ritmo alarmante”.
Isto para além de Moedas ter usado a autarquia “como uma máquina de propaganda pessoal, culpando outros pelos seus erros, chegando a promover uma política xenófoba e racista ao repetir a falsa associação, típica da extrema-direita, entre imigração e criminalidade”.
Para além de “terminar o desastre da direita na CML”, pretende-se ainda “enfrentar a especulação imobiliária e a turistificação, inscrita no plano diretor da cidade desde os tempos de Manuel Salgado” e responder à crise da habitação.