Numa entrevista cedida à agência Lusa, Stathis Anestis enviou, esta quinta-feira, “uma mensagem de apoio e de solidariedade ao povo que sofre sérias dificuldades, resultado das políticas implementadas no vosso país, que são injustas, antissociais e contra os trabalhadores”.
“Apelo aos trabalhadores portugueses e europeus para que se unam, num esforço pan-europeu, para lutar contra estas políticas neoliberais. Através da unidade e da ação coletiva seremos fortes e eficientes. Através da nossa luta conjunta conseguiremos reverter estas políticas recessivas e contra os trabalhadores”, reiterou o porta-voz da confederação geral dos trabalhadores gregos GSEE, do setor privado.
Segundo Stathis Anestis, os representantes da troika “não distinguem entre países, só procuram o lucro”. Para este representante sindical, a receita do Banco Central Europeu, do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia “é errada e é por isso que Portugal e os outros países do Sul da Europa vão seguir o mesmo caminho da Grécia, sujeitos à mesmas medidas restritivas e antissociais, enquanto os trabalhadores terão de fazer grandes sacrifícios, para nada”.
As medidas de austeridade impostas só vão “intensificar a recessão, o desemprego e a pobreza”, acrescentou.
“O governo português bem como o governo grego e os governos vítimas de chantagem não podem aceitar a destruição do Estado social e a imposição de uma austeridade tão severa. Se os governos do sul da Europa fossem capazes de definir estratégias e políticas comuns, seria mais fácil resistir as desastrosas políticas monetaristas da ‘troika, que são um desastre”, realçou Anestis, adiantando que “os nossos governos têm de se coordenar para proteger os trabalhadores, não se podem vergar à chantagem dos nossos credores, que só querem salvaguardar os seus lucros”.
“Os governos e os trabalhadores têm de fazer uma frente comum contra os bancos e os seus representantes políticos, nomeadamente o senhor Sarkozy e a senhora Merkel”, frisou.
Stathis Anestis, apelando à unidade sindical e europeia, lembrou um dos motes da confederação sindical GSEE, “a unidade é a nossa força e a vitória está na nossa luta”.