Convocada por um conjunto de coletivos da cidade, a marcha do 8 de Março no Porto tem encontro marcado às 16h na Praça dos Poveiros, com desfile animado pelos grupos Batucada Radical e Baque Flores até à Praça D. João I, onde será lido o manifesto antes da atuação do Coro de Rua — uma composição de vários coros da cidade que se juntam para cantar em dias de luta.
“Num país onde a extrema-direita cresce nas urnas e nas ruas, e se afirma como força institucional, sabemos que os nossos corpos e os nossos direitos estão sob ataque. 20 anos depois da morte de Gisberta, lembramos todas as que não estão. Faltam as que perdemos para a violência de género, as presas, as cuidadoras, faltam corpos diversos, que não têm uma cidade que os acolha”, diz a convocatória desta marcha.
Entre as reivindicações da marcha estão também “o reconhecimento e o fim do estigma contra as mulheres que fazem trabalho sexual”, a rejeição do pacote laboral, ou a exigência de rendas de casa compatíveis com os salários praticados e o travão à especulação e aos despejos. Defendem também políticas públicas que respondam à crise climática e o acesso à vida independente das pessoas com deficiência, opõem-se ao aumento da despesa militar e à cumplicidade do Governo com as agressões imperialistas, mas também à lei de estrangeiros, não aceitando “que o feminismo seja instrumentalizado para justificar xenofobia e controlo dos corpos”.
A marcha “contra o patriarcado, o capitalismo, o racismo e todas as formas de opressão” é convocada por A Coletiva, A Gralha, As DEsaFiantes, Argentina No Se Vende, Coop99, Centro de Vida Independente, Feminismos sobre Rodas, Movimento de Mulheres Olga Benario, Movimento dxs Trabalhadorxs do Sexo, MUBi e UP Unidade Popular, com apoio de outros coletivos e organismos da cidade.