O cimeira irá realizar-se no dia 20 de Novembro, o dia em que encerra a cimeira da NATO, que nesse fim de semana reúne no Parque das Nações. Nela estarão presentes Obama, Barroso e Van Rompuy, o presidente do Conselho Europeu, que com o Tratado de Lisboa passou a substitui nestas cimeiras o líder da presidência em exercício, neste caso também um belga.
Quanto ao conteúdo da agenda, a imprensa internacional aponta a crise financeira, política externa e segurança como temas a abordas na cimeira UE/EUA. No comunicado em que confirmava o encontro na capital portuguesa, a Casa Branca afirma que Estados Unidos e União Europeia estão "unidos no esforço de proteger o nosso povo e promover a segurança global através do combate ao terrorismo e prevenção da proliferação de armas de destruição massiva."
A cimeira da NATO irá discutir o novo conceito estratégico para a próxima década bem como os cortes financeiros na pesada estrutura da aliança militar, dado o efeito da crise financeira na contenção dos orçamentos militares de muitos países. Para Lisboa estão aguardadas várias acções de protesto contra a guerra e o militarismo.
"A nova estratégia da NATO incluirá a continuação da guerra no Afeganistão, as intervenções contra outros países, a expansão para Oriente e para Norte e a continuada instalação de armas nucleares", diz o comunicado que convoca a Semana de Acção contra a NATO, entre 15 e 21 de Novembro em Lisboa.
O comunicado, subscrito pela Plataforma Anti-Guerra Anti-NATO e pelo International Coordinating Committee No to War – No to NATO, lembra que "os países da NATO são responsáveis por 75% da despesa militar global" e que a aliança militar iniciou uma "agenda expansionista desde 1991", primeiro com "a guerra nos Balcãs, sob o pretexto da chamada “guerra humanitária” e, durante quase nove anos, tem travado uma guerra brutal no Afeganistão, numa trágica escalada, que se vem expandindo para o Paquistão".
O protesto não deixa de fora as críticas à União Europeia, por ter uma política "cada vez mais ligada à NATO". "A procura de uma potencial expansão da NATO na Europa Oriental e, mais além, bem como as suas operações “fora de área” estão a tornar o mundo um lugar mais perigoso. O conflito no Cáucaso é uma indicação clara desses perigos", dizem os activistas num momento em que a maior incógnita da cimeira se prende agora com a presença do presidente russo Dimitri Medvedev.
"Ainda não decidimos sobre o convite à Rússia. Mas a aprovação do Conceito Estratégico também lhes diz respeito. E acabámos de carregar no botão "reset" com a Rússia, pelo que há muitos assuntos a discutir", disse uma fonte da NATO citada pelo site euobserver.com. Para os activistas que se vão manifestar em Lisboa em Novembro, "cada avanço da fronteira NATO aumenta a possibilidade de guerra, incluindo o uso de armas nucleares".
Cimeira UE/EUA junta-se à da NATO em Lisboa
17 de agosto 2010 - 16:33
Com a confirmação da presença de Barack Obama na cimeira da NATO em Lisboa, a União Europeia anunciou a realização da cimeira com o presidente norte-americano para a mesma altura. A crise financeira e as questões militares farão parte da agenda.
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Em Novembro, Obama e Barroso voltarão a encontrar-se numa cimeira, a primeira em solo europeu. Foto Casa Branca