A medida, tal como anunciada pelo primeiro-ministro no Conselho de Ministros extraordinário dos 100 dias do governo, iria concretizar-se numa conta poupança, aberta num banco à escolha dos pais em nome do recém-nascido, com o montante do cheque (200 euros) a ficar disponível para movimentação quando completasse 18 anos de idade.
A agência Lusa foi tentar saber como está a ser implementada a medida, mas uma fonte do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) diz que o processo está parado.
O deputado bloquista João Semedo diz que esta "é mais uma promessa do Governo que fica por cumprir" e apela às futuras mães que não tenham conseguido obter o cheque-bébé para que se queixem junto das instâncias responsáveis por terem sido "ludibriadas".
"A orientação do Governo é para cortar neste tipo de apoios", acrescentou Semedo, que não acredita que alguma vez a medida venha a ser concretizada. Uma iniciativa semelhante introduzida pelo governo de Zapatero foi recentemente revogada, no pacote de redução da despesa pública, a par do congelamento das pensões e dos cortes de 5% nos salários da função pública.
Reagindo à notícia, o ministro da Presidência veio dizer à Lusa que "é verdade que o Governo está a reavaliar o calendário da implementação dessa medida, que já não será introduzida este ano. O Governo oportunamente anunciará o calendário para a aplicação da medida ‘conta poupança futuro’”. Pedro Silva Pereira acrescentou que este adiamento se deve “às circunstâncias financeiras do país”.