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Catarina Martins alerta para os riscos das monoculturas intensivas no Alentejo

A coordenadora do Bloco apontou em Serpa o “falhanço da promessa da monocultura intensiva, como caminho para o emprego e o desenvolvimento da região” e afirmou que “é preciso avaliar, com muita frieza, as consequências das escolhas que foram feitas e avaliar como podemos fazer melhores escolhas”.
Catarina Martins afirmou que “é preciso avaliar, com muita frieza, as consequências das escolhas que foram feitas e avaliar como podemos fazer melhores escolhas” - Foto esquerda.net
Catarina Martins afirmou que “é preciso avaliar, com muita frieza, as consequências das escolhas que foram feitas e avaliar como podemos fazer melhores escolhas” - Foto esquerda.net

Catarina Martins esteve este domingo, 18 de fevereiro de 2018, em Serpa num debate intitulado “Monoculturas e o deserto aqui tão perto...”, em que também participaram Maria José Roxo (professora da FCSH), Cláudio Torre (arqueólogo) e Maria Manuel Rola (deputada do Bloco de Esquerda).

“Uma economia que fica subserviente a interesses de curto prazo de quem tanto está aqui agora e passado seis anos do olival já não vai fazê-lo noutro lado qualquer é uma economia que não tem grande futuro”, alertou a coordenadora do Bloco, frisando que “a responsabilidade política é criar condições para outro tipo de produção”.

Sublinhando que atualmente há uma maior consciência sobre “o falhanço da promessa da monocultura intensiva” como o melhor caminho para o desenvolvimento e criação de emprego, Catarina Martins lembrou as “multinacionais que plantam intensivamente e levam o produto rapidamente para fora, não havendo aqui nenhuma transformação e, portanto, do ponto de vista do valor, o que fica é muito pequeno”.

A dirigente bloquista salientou também o curto papel da monocultura na criação de emprego e apontou a necessidade de “estudos atuais sobre a qualidade ambiental e a saúde pública” nas zonas de monocultura, nomeadamente a necessidade de uma reflexão sobre o desenvolvimento e o emprego no Alentejo.

“Do ponto de vista académico, tecnológico e de qualificação das populações, esse conhecimento tem de ser posto ao serviço do pensar a agricultura e a produção nesses novos modelos”, sublinhou também a deputada.

Catarina Martins recordou também os “problemas escondidos”, relacionados com o ambiente e a saúde pública, devido à utilização de “pesticidas e fertilizantes que causam transformações e alterações” nos aquíferos e nos solos.

“Uma água mais contaminada, um solo mais contaminado trará seguramente, a prazo, problemas de saúde pública às populações”, alertou ainda Catarina Martins.

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