Em declarações à margem de uma sessão de perguntas e respostas na Casa da Cultura de Coimbra, esta quarta-feira, Catarina Martins referiu que “neste momento no caso Manuel Pinho estamos a ver o resultado do que também foi denunciado pelo Parlamento nas sucessivas comissões de inquérito”.
A coordenadora nacional do Bloco considera que “há consequências políticas, independentemente dos resultados na justiça, que se devem retirar". E lembrou que na comissão de inquérito às rendas excessivas da energia havia "um capítulo que explicava como a EDP foi favorecida no negócio das barragens”. Mas o PSD e o PS juntaram-se para retirar este capítulo do relatório final.
Assim, provou-se que “o Bloco de Esquerda tinha razão: no negócio das barragens houve um favorecimento da EDP que não podemos aceitar e que os consumidores estão a pagar na conta da luz todos os meses”, frisou.
Para Catarina Martins, “também cabe ao Parlamento fazer o seu trabalho para que os consumidores em Portugal não andem a pagar energia que na verdade é negócio de favor feito à EDP”.