Carrapatoso propõe reduzir salários e apoios sociais

25 de março 2011 - 17:13

O escolhido por Pedro Passos Coelho para dirigir o Movimento Mais Sociedade, António Carrapatoso, considera que não deve haver aumento de impostos, mas sim cortes nas despesas sociais. “Não quero dizer as medidas em concreto, mas podem chegar ao 13º mês”, disse

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António Carrapatoso foi escolhido por Passos Coelho para coordenar os Estados-Gerais do PSD que preparam o programa do partido.

António Carrapatoso, coordenador geral do movimento "Mais Sociedade" - os Estados-Gerais patrocinados pelo PSD para reunir propostas para o país - e presidente da Vodafone Portugal, disse esta sexta-feira que para Portugal enfrentar a crise "deve privilegiar o corte de despesa relativamente ao aumento de impostos".

Depois de Passos Coelho ter apontado como possível o aumento do IVA e manter salários e pensões, António Carrapatoso veio defender o oposto. “Não temos muito mais margem para proceder ao agravamento de impostos. A outra área onde temos que incidir, em termos da redução no peso do PIB, é no custo pessoal e nos apoios sociais”, afirmou.

Em contraponto, António Carrapatoso considera inevitável "reduzir salários e apoios sociais", os quais representam hoje 34% do Produto Interno Bruto (PIB), e que, para Portugal cumprir as metas com que se comprometeu internacionalmente, "terão de passar para 29 ou 27% do PIB".

“Vão ter existir medidas duras e que o nível de vida dos portugueses vai baixar nos próximos anos, não tenho dúvidas. Não quero dizer as medidas em concreto, mas podem chegar ao 13º mês”, acrescentou António Carrapatoso.

O gestor referiu ainda que não há qualquer razão para temer o FMI e a ajuda externa.

Pedro Passos Coelho assumiu na quinta-feira em Bruxelas o "compromisso" de não proceder a cortes salariais ou das pensões, apontando que o seu caminho para a consolidação orçamental será feito preferencialmente através de uma subida do IVA.

 

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