Nesta quinta-feira, 27 de novembro de 2014, o cante alentejano foi classificado como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
Segundo a Lusa, a candidatura foi promovida pela câmara de Serpa/Casa do cante, com o contributo da entidade regional de turismo do Alentejo e Ribatejo, da Casa do Alentejo, em Lisboa, da Confraria do Cante Alentejano e da Moda - Associação do Cante Alentejano.
O “(can)to da (te)rra”, que “retrata a ligação umbilical do trabalhador com a terra-mãe”, é um canto coletivo, sem recurso a instrumentos e que incorpora música e poesia, associado geograficamente ao Baixo Alentejo, segundo os promotores da candidatura.
Rui Vieira Nery, musicólogo e diretor do programa da Língua e Cultura Portuguesas da Fundação Calouste Gulbenkian, declarou à Lusa:
“Hoje quem está particularmente em festa são os praticantes do cante alentejano, aqueles que lhe dão corpo, lhe dão voz, mas é também a cultura portuguesa toda no seu conjunto porque é um género muito especial, muito particular no panorama das músicas tradicionais rurais europeias”.
O musicólogo salientou que “mais uma vez, temos uma candidatura à lista representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO que, não só é bem sucedida como foi, como a do fado, anteriormente, considerada uma candidatura exemplar”.
Eui Vieira Nery sublinhou ainda que “é mais um sinal da riqueza das tradições populares culturais portuguesas e do seu reconhecimento internacional”
No próximo domingo, 30 de novembro de 2014, Grândola presta homenagem à distinção mundial do Cante Alentejano com um espetáculo às 15.30 h no Cine-Granadeiro, am que atuarão o grupo coral e etnográfico da Coop de Grândola e a banda da sociedade musical fraternidade operária Grandolense (SMFOG), tendo como convidado o grupo coral Vozes de Grândola.