Bombeiros esperam novas viaturas desde 2008

06 de julho 2010 - 12:24

O Bloco de Esquerda questionou, esta segunda-feira, o Ministério da Administração Interna (MAI) sobre a “falta” de viaturas e equipamentos de protecção individual dos bombeiros para combaterem aos incêndios florestais.

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Segundo a LBP, em 2008 foram prometidas “95 viaturas”, mas estas só devem ser entregues “depois de Setembro”, no final da época crítica dos fogos.

“Como justifica o Ministério a insuficiência de meios para o combate aos incêndios florestais, nomeadamente viaturas, fardas e equipamentos de protecção individual?”, questiona a deputada do Bloco Rita Calvário num requerimento entregue ao Ministério da Administração Interna (MAI).

O Bloco cita as recentes declarações do presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), Duarte Caldeira, que afirmou existirem muitas corporações com falta de meios de combate aos incêndios, já que das 9400 viaturas disponíveis, “duas mil precisam de substituição urgente” devido à “idade e aos custos com as reparações, que são enormes”. Duarte Caldeira referiu ainda “carências graves” nas fardas e equipamentos de protecção individual.

Segundo a LBP, em 2008 foram prometidas “95 viaturas”, mas estas só devem ser entregues “depois de Setembro”, no final da época crítica dos fogos.

Rita Calvário quer assim saber o motivo “das viaturas prometidas em 2008 só serem entregues após o período mais crítico de incêndios florestais” e quando vai o MAI proceder à substituição das “cerca de duas mil viaturas que apresentam uma idade avançada e custos elevados de reparação”.

No requerimento, a deputada do Bloco quer saber também se o MAI pretende distribuir este ano fardas e equipamentos de protecção individual a todos os bombeiros que combatem incêndios florestais.

O Bloco de Esquerda questiona ainda o MAI se estão reunidas as condições para que o combate aos incêndios florestais se faça em condições que reduzam ao máximo os riscos para a segurança e saúde dos bombeiros, mas também garantam a máxima eficiência na intervenção”.  

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