Mediante o ataque contra o Estatuto Social do Bombeiro e o fim do regime de isenção do pagamento de taxas moderadoras, a Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários promove um protesto agendado para a próxima segunda-feira, dia 9 de janeiro.
O presidente desta associação realça que "o governo português exige aos bombeiros voluntários que tenham níveis mínimos de disponibilidade”, mas que, por essa exigência, “nada dá em troca”.
“Qualquer dia teremos que pagar para ser bombeiros", desabafa Rui Silva, lembrando que "um cidadão só é bombeiro voluntario pela enorme vontade de o ser, já que o saldo do exercício deste ato cívico é unicamente favorável ao governo, que tudo exige e nada retribui aos que voluntariamente desempenham uma atividade que é da sua inteira responsabilidade assegurar".
O presidente da Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários lembra que foram impostas aos bombeiros voluntários "300 horas de serviço mínimo sem nada em troca” e que "a única regalia transversal a todos os bombeiros voluntários portugueses" é a isenção do pagamento de taxas moderadoras.
"O governo faz tábua rasa do único benefício que era dado aos bombeiros em reconhecimento pelas missões de proteção e socorro", que são “da responsabilidade do Estado que em caso de falta dos voluntários terá uma muitíssimo maior despesa", sublinha Rui Silva.
O dirigente associativo lembra ainda que "a isenção das taxas moderadora não é uma regalia, é um direito" e explica que "se os voluntários saírem para um incêndio e se magoarem têm seguro, mas se fizermos uma emergência pré hospitalar e contrair-mos uma lesão teremos que recorrer às urgências e suportar os custos".
Bombeiros contra corte de efetivos
Segundo noticia a agência Lusa, cerca de centena e meia de bombeiros estão reunidos, esta quinta-feira, em frente à sede do Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa a protestar contra a decisão da autarquia de aumentar o número de turnos, que se traduzirá na redução de efetivos.
O chefe dos bombeiros Simão Martins, dirigente sindical do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa, afirmou à Lusa que a redução de efetivos é “uma situação incomportável” para quem “presta socorro na cidade de Lisboa".
Estes efetivos encontram-se em greve desde 28 de dezembro, respondendo apenas a situações em que está em causa a vida humana.