Bolseiros de investigação divulgam carta aberta em defesa da ciência

15 de outubro 2014 - 14:21

Documento tem mais de mil assinaturas, representando “as mais variadas áreas científicas e todos os tipos de vínculo e experiências nas instituições de Investigação e Desenvolvimento”, de acordo com a ABIC.

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Documento ainda pode ser assinado
Documento ainda pode ser assinado

A Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC) enviou esta terça-feira ao Ministério da Educação e Ciência uma Carta Aberta "Em Defesa da Ciência em Portugal", contra a precariedade laboral dos investigadores e pelo investimento no setor.

Apesar de ainda estar a receber subscrições numa base diária, a associação entregou o documento subscrito por mais de um milhar de nomes ligados à Ciência e ao Ensino Superior em Portugal, “representando as mais variadas áreas científicas e todos os tipos de vínculo e experiências nas instituições de Investigação e Desenvolvimento”.

O documento foi enviado igualmente para a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves.

Consenso entre tantos membros da comunidade científica

A ABIC destaca “o consenso que foi possível encontrar entre tantos destacados membros da comunidade científica, incluindo pessoas de grande responsabilidade, na crítica ao desinvestimento no SCTN (Sistema Científico e Tecnológico Nacional), e no apelo ao reconhecimento da importância da qualificação e estabilização dos recursos humanos na investigação científica e na dignificação das suas condições de trabalho, tal como é preconizado pela Carta Europeia do Investigador”.

A Carta Aberta pede "mais investimento para a ciência e maior estabilidade laboral para os bolseiros", resume o vice-presidente da ABIC João Pedro Ferreira, em declarações à Lusa.

Na próxima sexta-feira, 17 de outubro, realizam-se diversas iniciativas na Europa, numa jornada de esclarecimento que terá em Portugal ações descentralizadas em Lisboa, Porto, Coimbra e Aveiro, com contactos com a população sobre o setor da ciência em Portugal e na Europa.