Em Maio, já se tinha assistido, também na Praia do Vau, à derrocada de uma falésia de 20 metros de altura. Diversos técnicos têm alertado para as consequências da chuva e do vento, especialmente intensos neste Inverno, na zona costeira algarvia. O geólogo Sebastião Teixeira, da Administração da Região Hidrográfica do Algarve (ARHA), declarou à comunicação social que, em 2010, o Algarve já teve “o dobro ou mesmo o triplo das derrocadas de um ano normal” num total de 25.
O Bloco questionou o Governo, através do ministério do ambiente, em 7 de Abril, sobre o cumprimento da medida que visa identificar e caracterizar as áreas de risco e vulneráveis e tipificar mecanismo de salvaguarda, mas não obteve resposta, apesar da ministra do Ambiente ter assistido ao desmonte de arribas numa praia do Algarve.
Na passada sexta feira, 16 de Julho, a deputada Cecília Honório, eleita pelo círculo de Faro, voltou a questionar o governo, sobre os estudos que foram feitos para “identificação na zona costeira dos diferentes tipos de riscos, e consequente tipificação dos mecanismos de salvaguarda” e que “projectos de estabilização e consolidação das arribas algarvias estão previstos para o presente ano e que medidas urgentes e imediatas pretende o Governo desenvolver para garantir a segurança das/dos utentes das praias da região do Algarve”.