Bloco quer que Governo divulgue estudo de viabilidade da Orquestra Metropolitana

02 de agosto 2012 - 18:03

A Câmara de Lisboa encomendou um estudo de viabilidade da Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) ao ISCTE. Esse estudo foi entregue aos fundadores da OML no mês de julho, mas o seu conteúdo não foi tornado público. O Bloco pretende que o estudo seja divulgado publicamente, tendo em conta que a OML “tem estado sujeita a um longo processo de gestão perdulária”.

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Protesto da Orquestra Metropolitana - Foto de Paulete Matos

A deputada Catarina Martins do Bloco de Esquerda questionou nesta quarta feira o Secretário de Estado da Cultura. A deputada pergunta a Francisco José Viegas se confirma “a receção do estudo de viabilidade da Orquestra Metropolitana de Lisboa organizado pelo ISCTE”, se o vai publicar e “que apoios e verbas financeiras do Orçamento de Estado foram disponibilizadas pelos anteriores governos à OML entre 2008 e 2011”. (Aceda à pergunta na íntegra).

Na pergunta, Catarina Martins assinala que a atual direção da OML “herdou uma dívida insustentável sobre a qual se recusou a atuar de forma outra que não um litígio com todos os músicos e trabalhadores da casa, uma conduta incompreensível e pouco profissional que não trará a necessária estabilidade à instituição”. A deputada destaca que “todos os representantes sindicais foram despedidos em junho” e que se anunciam já novos afastamentos involuntários e sublinha que o “plano de reestruturação da instituição sofre tal falta de credibilidade” que o próprio secretário de Estado “se recusou a votar favoravelmente o plano em vigor, à revelia de todo o conselho de fundadores da OML” e lembra que “a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou dia 26 de junho uma moção do Bloco de Esquerda contra o atual plano de reestruturação da instituição”.

A agência Lusa lembra que o plano de reestruturação da OML inclui as duas escolas de música e a Academia Nacional Superior de Orquestra (ANSO), refere que o presidente do conselho de administração da OML referiu em julho que “caberá à assembleia-geral [da AMEC, associação que integra a OML, as duas escolas de música e a ANSO] decidir quando e quem o tornará público”.

A Lusa lembra ainda que em junho, a vereadora da Cultura da Câmara de Lisboa, Catarina Vaz Pinto, afirmou que o problema financeiro da AMEC "já vem de tempos antigos" e da acumulação de dívidas desde 2007, para o financiamento da ANSO, e que esse tem sido o principal obstáculo ao pagamento das contas. Catarina Vaz Pinto afirmou então: "Se eu colocar a questão 'acabamos com a academia superior de orquestra’, toda a gente diz que não é possível. Mas é aí que está o busílis da questão, temos de encontrar uma solução para isso".

O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda afirma na pergunta que considera “essencial que o estudo seja tornado público e que uma discussão alargada o submeta a uma visão crítica de forma a garantir um ponto final na gestão perdulária da OML”.